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Economistas duvidam da eficácia do OGE de Angola para 2016

  • Manuel José

Assembleia Nacional de Angola

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O Governo angolano aprovou em Conselho de Ministros o valor global para o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2016, estimado em 6,3 trilhões de kwanzas, com um défice orçamental de 5.5 por cento do Produto Interno Bruto.

O ministro das Finanças Armando Manuel diz que o OGE vai cumprir as funções básicas do Estado, mas especialistas em economia duvidam da eficácia deste orçamento.

São 6,3 trilhões de kuanzas o bolo total para o OGE, com o sector social a ter uma fatia de 43 por cento.

"Em termos de composição das despesas certamente há de cumprir com as funções básicas do Estado, como por exemplo a cobertura com despesa do pessoal e garantia do funcionamento das instituições com ajustamento da despesa funcional do sector social com um peso de 43 ponto percentuais", defende Manuel.

Esse optimismo, no entanto, não é partilhado pelo especialista Galvão Branco que prefere olhar para este orçamento com outros olhos.

"Nós teremos problemas fundamentalmente com o aparelho da administração publica que é extremamente exorbitante e desajustada da actual situação, ainda por cima os encaixes salariais com a função publica não estão compaginados com a existência de serviços", diz Branco.

O economista Faustino Mumbica considera ser um orçamento bastante emagrecido quando comparado com os anteriores e que dá a sensação de aumento da fatia para o sector social, que na prática não houve.

"Hoje, quando o orçamento emagrece e chegamos ao ponto de não termos dinheiro para investimentos públicos e termos de suportar apenas a despesa com o sector social, transmite-se a falsa ideia para a sociedade de que o sector social aumentou quando na verdade é a ausência de investimentos de capitais", defende Mumbica.

Outro aspecto que leva o economista Mumbica a algum cepticismo com este orçamento é a base de 45 dólares por barril.

Ele adverte que se oscilar para baixo, o haverá um colapso.

"O Governo e os angolanos têm de rezar para que o preço do barril de petróleo não caia abaixo dos 45 dólares, se isto acontecer vamos assistir um colapso", concluiu Mumbica.

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