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Economistas divergem sobre resgate financeiro para Moçambique

  • Ramos Miguel

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, e Christine Lagarde, directora-geral do FMI

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, e Christine Lagarde, directora-geral do FMI

Em Moçambique, as opiniões divergem quanto à necessidade de um eventual resgate financeiro para o país, face ao agravamento da sua situação económico-financeira, resultante do elevado endividamento.

Alguns economistas ouvidos pela VOA disseram que Moçambique enfrenta, actualmente, uma situação idêntica à vivida em Portugal e que levou a um resgate financeiro.

António Francisco afirma que Moçambique não tem, neste momento, capacidade de pagar as suas dívidas e precisa de renegociá-las, mas não se sabe como é que o Governo vai fazê-lo numa situação em que a poupança interna é muito limitada.

Aquele economista destacou que "muito provavelmente, Moçambique vai ter que aceitar um resgate para ver como é que vai gerir este endividamento, porque não há capacidade produtiva".

Oposição contrária tem o economista João Mosca.

"Para que haja resgaste é preciso que exista a percepção de que a situação política, económica e de estabilidade é boa, porque sem isso, é difícil haver resgate", defendeu Mosca.

Na sua opinião, os parceiros internacionais estão a exigir um conjunto de condições para que possam retomar a sua cooperação com Moçambique, "que o Governo ainda não respondeu positivamente."

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