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Economistas angolanos defendem subsídio de desemprego


"Hoje em dia cobram a cada pessoa que ocupa uma casa no Kilamba, por exemplo, não menos de 600 dólares mês e paradoxalmente propõem-se aumentos salariais de 8 a 13 por cento".

Economistas defendem subsídio de desemprego, para reduzir impacto da degradação da situação social que os angolanos "padecem actualmente". Fernando Pedro Gomes e Faustino Mumbica explicaram à VOA que o aumento salarial de 13 por cento implementado pelo Executivo "é uma gota de água no oceano".

Fernando Pedro Gomes e Faustino Mumbica acreditam que a implementação de um subsídio para o cidadão desempregado poderia servir como um balão de oxigênio, para o "actual estado de degradação da vida do angolano".

O economista Fernando Gomes considera urgente não só um subsídio de desemprego como também a implementação de outro subsídio para os cidadãos da terceira idade.

Para Gomes "é preciso uma visão mais clara do Executivo sobre o fim dos problemas sociais" e propõe também um subsídio para as pessoas na terceira idade.

"Fala-se de tanta riqueza, todos os dias descobertas de petróleo, toda esta propaganda e mentiras não satisfaz o angolano, não passam mesmo de mentiras porque não estamos a ver esta riqueza a beneficiar o angolano, afinal onde vai a nossa riqueza? A quem beneficia? Será que vai toda para o estrangeiro?", questiona o economista, que reprova o recente aumento do salário em 13 por cento.

"Treze por cento de aumento salarial representa sobre o salário mínimo 18 mil kwanzas. O que é isso para a vida de um chefe de família? Não representa nada, sabemos como anda o custo de vida em Angola".

Gomes apresenta como exemplo, para justificar o que diz, o custo das casas nas centralidades: "Hoje em dia cobram a cada pessoa que ocupa uma casa no Kilamba, por exemplo, não menos de 600 dólares mês e paradoxalmente propõem-se aumentos salariais de 8 a 13 por cento, como é que o cidadão vai conseguir pagar aquelas casas? Claramente estas casas foram feitas para outras pessoas menos para os angolanos".

Por outro lado, Faustino Mumbica agarra um exemplo mais simples para sustentar que na prática não houve um aumento salarial mas sim um reajuste.

"Imagina 13 por cento para quem ganha 10 mil kwanzas mês, passa a receber agora 11 mil kwanzas. O cidadão continua sem poder de compra"

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