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Economia brasileira assemelha-se à de um país em guerra

  • Patrick Vaz

Preços dispararam no Brasil

Preços dispararam no Brasil

Especialista diz que sinais não são bons.

O Brasil enfrenta uma grave crise política com consequências também graves nos mais diversos sectores.

Observadores afirmam que a economia é o sector que mais sofre, ao ponto de a situação do Brasil poder ser hoje comparada a países em guerra.

Especialistas vão mais longe e estimam que o país está sem perspectivas de crescimento e a caminhar no sentido contrário das demais nações do mundo.

Esta é a análise do economista Carlos Alberto Teixeira de Oliveira que vê uma situação confortável apenas para os bancos.

“A situação que o Brasil está vivendo neste momento é comparável a países em guerra. Portanto, é uma situação absolutamente anómala. Costumo dizer que hoje o principal problema do país é uma doença que estamos tendo chamada de síndrome do raquitismo económico. O país não consegue se conciliar com o crescimento económico, ele simplesmente não cresce. Acho que hoje não existe segmento económico, excepto as instituições financeiras, em situação que eu diria confortável no Brasil”, ressaltou.

Um dos reflexos da grave crise no país é a queda do Produto Interno Bruto.

De acordo com Oliveira, o Brasil recua cada vez mais rápido na economia mundial.

“Confirmados os números do PIB deste ano significará que o Brasil recuou quase 10% na sua produção de bens e serviços durante esses três anos. Por outro lado, o mundo tem avançado outros 10%, ou seja, estamos crescendo para trás e para baixo”, disse.

Sobre as investigações feitas pela justiça para punir os corruptos, aquele especialista exalta os trabalhos investigativos, mas também chama a atenção para a urgência que o Brasil tem hoje para retomar seu crescimento.

“A Lava Jato é realmente uma das questões mais importantes que já aconteceu no Brasil nos últimos anos, mas não podemos ficar nisso eternamente porque o país está parado. Acho que o país precisa se reencontrar com o desenvolvimento, com o crescimento econômico e vigoroso. Essa é a única forma plausível e consistente de a gente procurar reencontrar também e conciliar com a justiça social”, concluiu o economista.

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