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Economia angolana em "saia-curta"

  • Manuel José

Kwanzas angolanos

Kwanzas angolanos

A situação económica em Angola continua a inspirar cuidados e especialistas admitem que o país encontra-se numa autêntica “saia-curta”.

Enquanto o vice-presidente da UNITA destaca que a crise afecta apenas alguns angolanos, o especialista em políticas publicas Gildo José defende mudanças das políticas económicas porque a diversificação é um processo lento.

“A maioria dos cidadãos vive um autêntico calvário, enquanto uma minoria herda enormes benefícios com a situação”, denuncia Danda, acrescentando haver “uma gritante falta de dinheiro, de comida, de tudo para toda gente, mas há uma meia dúzia de pessoas que tem tudo e que continua a ter fartura''.

O parlamentar considera um absurdo a prática de alguns preços, dando como exemplo o facto de uma "escova de dentes que custar mais de três mil kwanzas”.

“Parece que teremos de voltar ao tempo da escova de pau do mato porque com estes preços ninguém mais aguenta, estamos nesta situação porque os gestores do país não aproveitaram o boom do petróleo e desapareceram com bilhões de dólares”.

Para o especialista em políticas públicas Gildo José, a economia angolana encontra-se num momento que classificou de “saia-justa'''

''Temos um cenário macro-económico que inspira algumas preocupações, isto faz com que a nossa economia se veja numa saia-justa, precisamos de uma vez por todas de uma estratégia coerente e planeada para o nosso processo de diversificação da economia porque o processo de diversificação do sector não petrolífero anda muito lento, o que é preocupante porque o país tem metas a cumprir e a situação social inspira alguns cuidados''.

Mals alta inflação da África Austral

A agência de notícias especializada em economia Bloomberg considera num recente relatório que Angola tem a inflação mais alta da África Austral.

Com base em dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, que apontam para uma inflação de 31.8 por cento dos preços no último ano, Angola supera em mais de 10 pontos a do Malawi, Zâmbia e Moçambique, que roda os 20 por cento.

Este foi o pior resultado do país desde Novembro de 2004.

O Orçamento Geral do Estado de 2016 previa uma inflação anual acumulada de 11 por cento, mas a acumulada já vai nos 21,7 por cento.

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