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Ebo enfrenta muitos problemas no sector da saúde

  • Fernando Caetano

A falta de médicos, técnicos de saúde e pessoal auxiliar está a dificultar e muito a saúde dos habitantes da região.

A situação agrava-se ainda mais pelo facto de apenas 15 das 18 unidades de saúde estarem em funcionamento por falta de enfermeiros.

Das 15 unidades, 10 estão seleccionadas para fazerem a imunização no âmbito do programa alargado de vacinação como confirmou à VOA o chefe de repartição municipal da saúde do Ebo Carlos Pedro.

As 10 unidades sanitárias são atendidas apenas por um técnico de saúde e, segundo Carlos Pedro, não é possível fazer funcionar todos os serviços, como consultas pré-natal, testagem voluntária às gravidas, pesagem e medição das crianças e ainda consultas externas, o que tem provocado muito insatisfação das populações que clama por umserviço de qualidade.

"Neste preciso momento temos dois médicos, sendo um de nacionalidade coreana e um angolano por contrato, e temos um médico também da atenção primária de saúde e não é suficiente para uma população de 182. 707 habitantes que não cobre a demanda populacional", disse o responsável.

Carlos Pedro falou também de como tem sido o atendimento aos pacientes nas unidades sanitárias tendo em conta o deficiente funcioamento dos hospitais em quase toda província do Cuanza Sul:

«O mau atendimento não é bem assim. É como tudo. Um enfermeiro para atender 120, 150 a 200 doentes por dia então, o enfermeiro às vezes fica cansado e este provavelmente seja um dos motivos, mas de momento não temos esses casos em termos de atendimento aos nossos pacientes", explica Carlos Pedro.

Outra grande preocupação do chefe de repartição municipal da saúde do Ebo está na comuna do Kissanje, na circunscrição de Kissobe, onde os casos que mais preocupam são a sistosomíase que no trimestre anterior registou 104 casos devido ao tempo em que os caudais dos rios diminuíram por não se tratar de estação chuvosa.
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