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Angola: É imperativo marcar autárquicas - analista

  • Manuel José

Uma eleitora angolana depositando o voto na urna durante as eleições parlamentares de 2008 (Foto de arquivo)

Uma eleitora angolana depositando o voto na urna durante as eleições parlamentares de 2008 (Foto de arquivo)

Presidente "tem medo de perder hegemonia do poder"

As eleições autárquicas são necessárias para se reduzir a hegemonia do poder de José Eduardo dos Santos e garantir controlo sobre a maquina fraudulenta eleitoral, disse o analista político Nelson Pestana Bonavena da Universidade Católica.




O investigador pela Universidade Católica de Angola considera que o presidente José Eduardo dos Santos tem medo das autarquias.

"José Eduardo dos Santos não quer as eleições, tem o monopólio da fraude e afasta todos aqueles que bem entende,” disse.

“Por isso o presidente José Eduardo dos Santos tem evitado as eleições autárquicas e faz um silencio absoluto sobre elas," acrescentou.

Bonavena entende que o presidente da república sabe que a fraude eleitoral tem menos espaço de manobra nas eleições autárquicas, em relação às eleições gerais.

"Ele tem consciência que a fraude 'e mais difícil no plano micro do que no plano macro,” disse.

O professor universitário advoga que o país se encontra numa inconstitucionalidade há 20 anos, com a não realização das autarquias.

"As eleições autárquicas são uma reivindicação geral de todo país e é uma obrigação constitucional, há uma inconstitucionalidade por omissão que se repete há 20 anos que é preciso acabar," acrescentou.

Para Nelson Pestana Bonavena é imperioso que as eleições autárquicas tenham lugar já em Angola e explica porque.

"'È uma grande prioridade colocar na agenda política nacional as eleições autárquicas,” disse.

“Havendo uma maior distribuição do poder político há uma redução da hegemonia do poder de José Eduardo dos Santos, logo há menos controlo sobre a máquina fraudulenta e uma maior possibilidade de termos no país verdade eleitoral," acrescentou.
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