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RDC: As autoridades tentam desarmar milícias implicadas em massacres

  • Nick Long

Patrulha na RDC

Patrulha na RDC

Os grupos armados não são elegíveis para recrutamento pelo exército

Na República Democrática do Congo as autoridades tentam desarmar milícias rivais implicadas em vários massacres.

Desde Maio passado, as Nações Unidas sustentam que três grupos armados têm atacado aldeias e localidade da região de Masisi, no Kivu Norte, cometendo os piores massacres na recente história na RDC.


ONU precisa que o grupo Raiia Mutomboki tem atacado civis Hutu e que as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda e o grupo congolês Nyatura tem retaliado.

Um sobrevivente Hutu fugiu a um ataque do Raiia Mutomboki à localidade de Luke, tendo posteriormente regressado.

Diz ele que viu casas a arder, corpos, e crianças pequenas serem massacradas, mulheres grávidas esventradas.

O Raiia Mutomboki não apenas massacrou civis em Luke, como ainda fez fugir um batalhão do exercito congoles, segundo o mesmo entrevistado.

Refere a mesma fonte que mais de 300 elementos do grupo estiveram envolvidos no ataque e que a maioria utilizava espingardas Kalashnikov.

O mês passado, o comandante do Exercito, o general Amisi Tango Fort visitou a área e dialogou com os dirigentes comunitários. O porta-voz, o coronel Olivier Hamuli, indicou à Voz da Américas, que a mensagem para as milícias era para se congregarem em locais designados e deporem as armas.

A visita do general colocou a esperança de que o Exercito proceda ao alistamento de milicianos, como tem tentado fazer com outros grupos armados.

O administrador local, Innocent Kibindi, indicou à Voz da América ter ouvido dizer que alguns dos milicianos já aderiram ao exército.

Refere ele que o general visitou Rubaya, Kinigi e Luke para ver a situação, e que tinha ouvido dizer, embora sem confirmação, que o grupo Nyatura tinha sido integrado no exército.

O processo vai continuar, acrescentou a mesma fonte, para persuadir a Raiia Mutomboki e outros grupos armados a seguirem o caminho da Nyatura para que seja possível uma paz duradoura.

A situação foi confirmada por Sadiki Murengez

Sadiki indicou à Voz da América que a Nyatura tinha sido integrada a 14 de Setembro, mas que a Raiia Mutomboki ainda não tinha sido integrada.

Todavia segundo o porta-voz do exército os grupos armados não eram elegíveis para recrutamento pelo exército, já que o alistamento era apenas de civis, entre os 18 e os 25 anos, que não tivessem pegado em armas e não tivessem registo criminal.
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