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Director do INAC acusa pais que enviam os filhos para trabalhar e ficam em casa

Centenas de crianças na cidade do Uíge estão ser submetidas ao
trabalho infantil como forma de sobreviver à actual crise económica e
financeira que assola o país.

Vender no mercado, participar dos trabalhos agrícolas e ajudar em
alguns trabalhos artesanais são algumas das actividades a que recorrem as crianças para ajudar as famílias.

João Pedro, de 12 anos de idade, é vendedor de brinquedos na Zunga
para sustentar os estudos e o curso profissional.

“Há dias que vendemos bem e há momentos críticos, mas desde que estou
aqui próximo da escola há muita adesão de crianças, o meu negócio
serve para sustentar os estudos e o meu curso, e ajudar a família”
contou João Pedro

Lucineide, de 7 anos, e Paulinho, de 9 anos de idade,
ajudam as mães a vender no açúcar e jinguba no mercado.

“A mãe é que me mandou vender açúcar”, explicou a menina Lucineide

A directora provincial do INAC (Instituto Nacional da
Criança Angolana), Leopoldina Manuel da Fonseca, condenou a posição dos
pais e chefes de famílias que autorizam ou mandam as crianças a exercer
trabalhos esforçados.

“Como é que um pai vai mandar o seu filho para a rua e ele está
relaxado em casa? O pai é que deve trabalhar para o filho e não o
filho pelo pai, assim o pai não está ajudar para o crescimento do seu
próprio filho”, condenou a responsável do INAC.

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