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Doze partidos concorrem às eleições em São Tomé e Príncipe

  • Óscar Medeiros

Dos partidos que concorrem às eleições legislativas cinco já deram a conhecer os seus candidatos ao cargo de primeiro-ministro.

Doze partidos políticos concorrem às eleições do próximo dia 12 de Outubro em São Tomé e Príncipe.

O sorteio das candidaturas para a numeração no boletim de voto foi realizado pelo Supremo Tribunal de Justiça num acto liderado pelo presidente daquela instituição José Bandeira. Enquanto isso, o sorteio para o posicionamento dos candidatos no boletim de voto para as autárquicas e regional do Príncipe, outras duas eleições a realizarem-se em simultâneo com as legislativas de 12 de Outubro, terá lugar ainda esta semana no Tribunal da Primeira Instância.

Dos 12 partidos que concorrem às eleições legislativas, cinco já deram a conhecer os seus candidatos ao cargo de primeiro-ministro.

A ADI, o maior partido político do país, na oposição com 26 dos 55 deputados da Assembleia Nacional avançou Patrice Trovoada como seu candidato ao cargo de Primeiro-ministro. O líder da ADA, ausente do país há cerca de dois anos por alegada perseguição política, após a moção de censura que derrubou o seu Governo, deverá regressar brevemente para participar na campanha eleitoral que começa no dia 27 de Setembro.

Osvaldo Vaz é outro candidato ao posto de primeiro-ministro pelo MLSTP-PSD, o maior partido da actual coligação governamental com 21 lugares na Assembleia Nacional. O PCD, Partido da Convergência Democrática, com sete deputados no actual parlamento tem como concorrente ao cargo de chefe do Governo António Dias, actual ministro da Agricultura, Pecas e Desenvolvimento Rural. Fradique de Menezes, antigo Presidente da Republica, é outro candidato apresentado pelo MDFM-PL, partido com um lugar no parlamento.

O actual primeiro-ministro Gabriel Costa também é candidato a sua sucessão pela UDD, União dos Democratas para Cidadania e Desenvolvimento, partido sem assento parlamentar.

Por causa do clima eleitoral que se avizinha, o Conselho de Ministros, através do seu porta-voz, Jorge Bom Jesus anunciou hoje o adiamento do início do novo ano lectivo, alegando o envolvimento de muitos professores no processo eleitoral.

O Governo já garantiu que a questão da falta de meios financeiros levantada pela Comissão Eleitoral Nacional será ultrapassada.

Cerca de 90 mil eleitores estão inscritos para votar nas eleições de 12 de Outubro.

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