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Campanha de recolha de sangue de emergência em Malanje

  • Isaías Soares

Pacientes faleceram por falta de sangue.

Os bancos de sangue dos hospitais Materno-Infantil e Regional de Malanje têm reservas para algumas semanas com resultado da colecta de 211 bolsas nos últimos dias.

A situação tem sido preocupante e há vários pacientes que faleceram por falta de dadores.

Os 105, 5 litros de sangue doados por cerca de 400 dadores mobilizados pela Brigada de Jovens Solidários desta província vão minimizar parte das dificuldades, de acordo com director do Hospital Materno-Infantil, Teodoro Calandula.

“É um líquido que no mercado, nas farmácias, nas lojas não encontramos, mas apenas encontramos no ser humano e que tem dificultado, de vez enquanto, os nossos serviços por falta do mesmo”, principalmente na área da Pediatria.

A gestão do sangue vai merecer particular atenção do responsável da Direcção da Saúde, disse o titular da pasta Pedro José António, que apontou “o banco de sangue do Hospital Regional de Malanje, o banco de sangue do Hospital Provincial Materno-Infantil e os bancos de sangue dos hospitais municipais de Cangandala e Caculama”.

Os dadores destacam a importância da acção para o exercício da cidadania, numa localidade onde alguns cidadãos comercializam o sangue, ao invés de participarem de uma acção benévola.

Félix Roberto Carlos afirmou que “doar sangue é salvar vidas e temos muita carência de sangue nos nossos hospitais”.

Para Tonilson do Nascimento “algumas pessoas morrem nos hospitais por falta de sangue e este sangue é que se precisa, por isso, é uma obrigação doar”.

A Campanha Angola Vermelho, que decorreu ao nível do país e a província de Malanje ocupou o segundo lugar depois de Luanda.

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