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Donald Trump tenta aproximaçao ao Comité Nacional Republicano

  • Redacção VOA

O pré-candidato republicano Donald Trump continua a tentar encontrar uma acordo com o núcleo duro do partido conservador que tem feito de tudo para evitar uma vitória do multimilionário na convenção de Junho que vai escolher o candidato presidencial.

Uma reunião com o Comité Nacional Republicano foi a sua última iniciativa, um dia depois de ter provocado uma tempestade de críticas ao defender punição para as mulheres que abortarem.

"Temos de olhar em frente para o bem do partid"o, escreveu Donald Trump no Twitter, enquanto o presidente do Comité Nacional Republicano (RNC), Reince Priebus, limitou-se a dizer que foi" um bom encontro".

Priebus disse que a reunião incluiu uma discussão sobre o processo de escolha do candidato republicano, liderado por Trump mas que corre o risco de ficar aquém dos 1.237 delegados necessários para se tornar o candidato do partido na eleição de 8 de Novembro.

Este facto aumenta a possibilidade da convenção poder ser impugnada.

O relacionamento de Trump com o RNC tem sido controversa, tendo o magnata dito, em várias ocasiões, que o partido não o trata de forma justa.

Na terça-feira, Trump afastou-se do acordo de fidelidade ao partido em que prometeu não fazer uma campanha independente caso não for o escolhido dos republicanos.

Alguns analistas acreditam que esta posição é apenas uma forme de pressão sobre o núcleo duro do GOP, em inglês Great Old Party, como se define o Partido Republicano.

O presidente do RNC, no entanto, não confirmou que o assunto tenha sido tratado na reunião com Trump.

A campanha do empresário anunciou também que vai montar um escritório em Washington para preparar a sua participação na convenção e trabalhar com o RNC e o Congresso.

Mais polémicas

Habituado a declarações fortes - seja quando considerou os imigrantes mexicanos violadores e traficantes ou quando propôs banir os muçulmanos de entrarem nos EUA -, Trump voltou a criar polémica nos últimos dois dias.

Não só defendeu que as mulheres devem ser punidas se cometerem aborto como disse não excluir a possibilidade de lançar uma bomba atómica sobre a Europa.

Dizendo que não retira "qualquer hipótese de cima da mesa", o milionário admitiu vir um dia a recorrer à bomba atómica no Médio Oriente contra o Estado Islâmico.

Fiel à ideia de que é imprevisível e não mede as palavras, Trump foi, contudo, garantindo que seria "muito lento a carregar no botão".

Ao contrário do que aconteceu até Fevereiro, Donald Trump tem passado as últimas semanas mais na defensiva, e essa mudança percebe-se nas respostas dos seus adversários nas primárias, Ted Cruz e John Kasich, e nos títulos dos jornais e nas entrevistas nas televisões.

Tudo o que Trump afirma é passado a pente fino e ele é cada vez mas pressionado a explicar em pormenor cada uma das suas polémicas propostas.

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