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Domingos Simões Pereira acusa PR de golpe parlamentar

  • Redacção VOA

Domingos Simões Pereira

Domingos Simões Pereira

PAIGC pede aos militantes e sim

O presidente do PAIGC pediu nesta quinta-feira, 21, aos seus militantes e dirigentes que deem uma resposta ao discurso do Presidente da República na Assembleia Nacional Popular e denunciou que um conselheiro do José Mário Vaz ameaçou companheiros de partido com o recurso às armas para a resolução da crise.

“O Chefe de Estado não foi capaz nem se preocupou em tranquilizar a população e muito menos em assegurar a defesa dos princípios democráticos”, disse Domingos Simões Pereira, para quem o pedido de Vaz sobre a constituição de uma nova maioria parlamentar que permita um novo Governo tem um propósito.

“O Presidente está desde há muito decidido a se fazer dotar de um novo quadro constitucional que lhe permita ser o dono único e absoluto do poder na Guiné-Bissau, a exemplo da sua referência vizinha”, continuou Simões Pereira.

O líder do PAIGC classificou o discurso do Chefe de Estado de ser de um líder da oposição que “contava aceder ao poder, neste caso ao controlo da governação, que não o tendo pelas urnas, agora vê reforçada essa possibilidade pela via do golpe parlamentar”.

PR responsável pela crise

Foi nesta perspectiva que, no entender dos libertadores, as citações feitas pelo Presidente quanto às ondas de paralisações nos sectores de saúde educação não são favoráveis:

“As sucessivas menções às greves e convulsões sociais não são favoráveis ao Presidente da República, pois estão associadas à crise por ele despoletada e foi quem criou dificuldades de cobertura financeira pelo Governo”, asseverou Simões Pereira, lembrando que “todos conhecem a proximidade e mesmo o envolvimento do senhor Presidente nas ondas de contestação”.

Para o antigo primeiro-ministro, a leitura política tem de ser despida de sentimentos pessoais ou de grupo, “mas objectivas e gerais, ou seja, das eleições resultaram uma configuração parlamentar”, porque é obrigação de todos respeitar e proteger esse quadro.

No encontro que manteve com membros do seu partido, Domingos Simões Pereira revelou ainda que um conselheiro do Chefe de Estado ameaçou os militantes do partido e dirigentes, em plena reunião do Comité Central, com menções de recurso às armas e o controlo da justiça.

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