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"Doença rara" em São Tomé é celulite necrotizante e já afectou 1500 pessoas

  • Óscar Medeiros

Doentes com celulite necrotizante, São Tomé e Príncipe

Especialistas nacionais e da OMS desconhecem ainda o agente patológico

O Ministério da Saúde de São Tome e Príncipe disse nesta quinta-feira, 2, que a chamada "doença desconhecida" que já afectou perto de 1500 pessoas no país chama-se celulite cecrotizante, mas que ainda se desconhece o agente patológico.

A informação foi avançada pela directora dos Cuidados de Saúde, Maria Tomé Palmer, e baseia-se em estudos feitos em vários laboratórios no exterior.

Quatro especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram recentemente ao país para ajudar a equipa nacional no combate à doença que surgiu oficialmente no país em Outubro do ano passado.

Maria Tome Palmer disse em conferência de imprensa que após as pesquisas realizadas em laboratórios estrangeiros conclui-se que a doença até agora desconhecida é celulite necrotizante, mas que o agente patológico ainda não foi descoberto.

De acordo com Maria Tomé, como ainda não se sabe o que está a causar a doença a cura ainda está por descobrir.

Enquanto isso o tratamento continuará a ser feito com uma combinação de antibióticos.

O certo é que muitos doentes acabam por ficar vários meses internados.

Dos que já tiveram alta hospitalar a maioria não está totalmente curada.

A doença que provoca úlceras enormes nas pernas ataca mais homens que mulheres.

As principais vítimas são pescadores e agricultores dos distritos de Cauê, Lembá e Lobata.

De acordo com o Ministério da Saúde, na Região Autónoma do Príncipe também regista-se um aumento de casos.

As autoridades sanitárias garantem que os estudos vão continuar os estudos até à descoberta do agente patológico e da cura definitiva para esta doença.

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