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Ânimos exaltados por disputa de terras em Malanje

  • Isaías Soares

Residências em zona decretada para demolição

Residentes reclamam de expropriação e Governo diz que habitações são ilegais

Cerca 40 moradores da do bairro da Quizanga, zona alta do rio Guiné, na cidade angolana de Malanje, poderão ficar sem as áreas ocupadas para construção de residências por decisão da administração municipal da capital.

Os moradores queixam-se do comportamento de um dos funcionários indicados para a demarcação de perímetros ocupados para serem entregues a novos proprietários.

O Governo diz que as terras foram ocupadas ilegalmente

“Que tipo de lei que permite tirar um espaço de um cidadão para dar a outro, qual é a diferença que existe entre um funcionário da Administração e um cidadão ou funcionário de outra empresa neste país, ou nesta província de Malanje”, indagou Domingos.

Na sexta-feira, 17, 35 mulheres daquela localidade dirigiram-se à Administração de Malanje para reivindicar a titularidade dos espaços que detêm, mas não receberam qualquer informação.

Rosa Fonseca Coca, ansiosa por uma resposta das autoridades administrativas, indicou o funcionário Adão Socares como sendo o mentor das desavenças.

"Sofro há bastante tempo desde que começaram a distribuir estes terrenos, sempre estamos em cima do sofrimento e o senhor Adão Soares não nos deixa viver devidamente”, disse Coca, acrescentando que “até quando tu conversas com ele diz para desenrascar”.

Os habitantes afirmam que o espaço tinha sido entregue anteriormente a cerca de três centenas de aldeões, na condição de deslocados internos da comuna de Cambaxe.

A Administradora municipal adjunta para área técnica, Ernestina Miguel, afirma que os aldeões há muito que foram avisados, mas ignoram os apelos do representante do Estado.

Ernestina Miguel diz que os residentes foram avisados

Ernestina Miguel diz que os residentes foram avisados

“O senhor Soares é um técnico da Administração, não está a fazer recepção de terrenos a populares, esta é uma orientação que foi dada mesmo pela administração dentro do nosso programa que nós temos para autoconstrução dirigida,” referiu, precisando “que são terrenos que não têm qualquer titularidade, que estão dentro da área da reserva do Estado e que nós estamos com um plano urbano de loteamento”.

A adminsitadora garantiu que o terreno está a ser preparado para o programa de urbanização no âmbito da auto-construção dirigida.

Ao nível do município de Malanje estão proibidas a ocupação ou construção de residências nos bairros da Carreira de tiro e Quizanga, no alto da Guiné.

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