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Dirigente da Renamo assassinado em Moatize

  • André Baptista

Delegado distrital de Moatize e membro da Assembleia Provincial de Tete, Armindo Nkutche, levou seis tiros na via pública.

O delegado distrital de Moatize e membro da Assembleia Provincial de Tete, pela Renamo, na oposição, Armindo Nkutche, foi morto a tiros na via publica nesta quinta-feira, 22, momentos depois de discursar no encerramento da 5ª sessão do órgão.

O partido dirigido por Afonso Dhlakama atribui a acção a esquadrões da morte.

Em declarações à VOA, Félix Quembo, delegado politico provincial da Renamo em Tete, contou que a vitima, que chefiava a comissão da Função Pública e poder local no órgão, foi executado por seis tiros no passeio de uma das ruas mais movimentadas de Moatize.

“Depois que saiu da sessão ele entrou num chapa (semi-colectivo de passageiros) e desceu próximo a um restaurante, e, ao caminhar para o seu esconderijo, já que era procurado pelos esquadrões da morte, foi regado de balas” reconstituiu, Félix Quembo, afiançando que os tiros foram disparados numa viatura sem matricula e com vidros fumados.

Ainda segundo a mesma fonte, após os primeiros cinco tiros, a vitima mostrou ainda sinais de vida, tendo os atacantes recuado a viatura e disparado o sexto tiro mortal na cabeça.

Quembo revelou que, na noite de quarta-feira, 21, a residência da vitima teria sido vandalizada por desconhecidos, “já que ele vivia no esconderijo que só ele conhecia, mas não conseguiram detê-lo”.

O delegado da Renamo suspeita que durante os três dias da sessão da Assembleia Provincial, os esquadrões da morte tenham “seguido os seus paços para o assassinar”.

A instabilidade militar tem marcado nos últimos meses a região centro de Moçambique, com relatos de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, além de denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

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