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Dilma enfrenta pedido popular de impeachment no Brasil

  • Maria Cláudia Santos

Dilma Rousseff

Dilma Rousseff

Várias cidades vão acolher manifestações "Fora Dilma" no próximo domingo.

O Brasil prepara-se para um dia de manifestações no próximo domingo, 15, com ecos de um pedido de impeachment da Presidente brasileira Dilma Rousseff, reeleita no fim do ano passado.

Rousseff enfrenta uma verdadeira prova de fogo no Brasil, com a grande repercussão da divulgação da lista de políticos envolvidos no escândalo de corrupção da estatal Petrobras, além de uma expressiva queda de popularidade alimentada, entre outras razões, pelas recentes políticas de ajuste fiscal, acrescida de uma grave crise de entendimento com o Congresso Nacional.

Diante do cenário, o movimento Fora Dilma ganha força e promete encher as ruas das principais capitais do país, no fim de semana.

Para o ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Brito, no entanto, os protestos previstos têm o lado positivo, que mostra uma cidadania activada no Brasil, mas, está claro que não há condições técnicas para um impeachment.

Com condições ou não para uma possível derrubada da Presidente, a hostilidade do brasileiro é grande.

As aparições de Dilma, em programas de TV ou eventos públicos, têm sido marcadas por muitos protestos.

Ontem, 10, Rousseff foi muito apupada em evento para empresários na capital de São Paulo. Apesar da reacção negativa do público, a Presidente defendeu, em discurso, a política de ajuste fiscal do governo dela, tão atacada hoje no Brasil.

No último domingo, dilma também fez um pronunciamento na TV muito criticado, quando falou sobre a crise económica que o país enfrenta com inflação subindo e políticas pouco populares sendo anunciadas à todo momento.

Apesar de a mandatária ter pedido “paciência”, brasileiros, sobretudo dos bairros de classe média e média alta de várias cidades do país, fizeram “panelaços” e “buzinaços” em protesto ao discurso.

Depois do manifesto que repercutiu até no exterior, nas ruas até representantes de classes menos favorecidas também mostraram a insatisfação com as palavras da presidente.

A rejeição popular, muito sustentada pelas políticas económicas contraditórias ao que foi prometido em campanha, encontrou um cenário ainda mais tenso com os fatos recentes do escândalo na Petrobras.

Ontem, 10, uma Comissão Parlamentar de inquérito(CPI), no Congresso Nacional, começou a ouvir os envolvidos no escândalo, que atinge muitos partidos, mas, com força total a legenda da mandatária brasileira.

Além disso, o Brasil inteiro ainda comenta a divulgação da lista que apontou mais de 30 políticos, muitos de alto escalão como os presidentes do Senado, Renam Calheiros e do Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, envolvidos num dos mais escândalo de corrupção da história do país.

Passada a fase de instauração dos primeiros inquéritos sobre os políticos envolvidos no caso, a expectativa é que anos sejam consumidos até que o Supremo Tribunal Federal conclua se os investigados cometeram ou não crimes que envolvem desvio de dinheiro na Estatal.

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