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Dia da Mulher Africana: A luta pelos direitos é longa e de todos


Participantes da Iniciativa Jovens Líderes Africanos, Julho 2014

Participantes da Iniciativa Jovens Líderes Africanos, Julho 2014

52 anos depois as mulheres africanas ainda têm um longo caminho na luta pelos seus direitos.

Em 1962, o 31 de Julho foi assinalado na Tanzânia como dia da Mulher Africana, na conferência das mulheres africanas, para a reflexão da condição da mulher em África.

Apesar da realidade ter melhorado, como indicam alguns relatórios, o caminho da mulher africana ainda é longo.

Em 1962 foi criada a organização Panafricana das mulheres, como plataforma de partilha de experiências e conjugação de esforços para a emancipação feminina, tendo em vista a integração e o futuro do continente africano.

África mudou entretanto, mas a realidade ainda não está perto do desejável, como advogam figuras como a primeira-dama americana Michelle Obama ou a activista e ex primeira dama de Moçambique e da África do Sul, Graça Machel, que encabeçam campanhas contra o casamento forçado de menores, contra a mutilação genital feminina e a favor da educação de meninas.

Michelle Obama dizia ontem, no dia de encerramento da cimeira com os jovens líderes africanos, em Washington, que as mulheres devem ter as mesmas oportunidades que os homens, devem gerir negócios, ter acesso à educação e que aos homens cabe um papel fundamental, o de agitar as coisas.
África ainda enfrenta alguns desafios no que toca à educação, ao estigma da condição da mulher como dona de casa.

Isabel Bueio, activista dos direitos da mulher em Benguela aponta alguns problemas que as jovens encaram, referindo a educação e as tradições como dois dos principais factores que dificultam a melhoria da condiação da mulher na sua província.

Isabel Bueio, foi uma das participantes da Iniciativa para Jovens Líderes Africanos que decorreu durante um mês e meio nos Estados Unidos e juntou 500 jovens de África para um programa intensivo, criado pelo Presidente Obama, dedicado ao empoderamento dos jovens nas áreas de negócio, boa governação e activismo social.

Isabel participou no programa na Universidade de Virginia e na Faculdade William and Mary, também no Estado de Virgínia.

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