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Dia de África: celebrar conquistas e reflectir sobre desafios


Ban Ki-moon

Ban Ki-moon

A cada ano, o Dia de África é uma oportunidade de celebrar as conquistas do continente e refletir sobre seus desafios.

A avaliação está na mensagem do Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a data, que destaca a coragem e determinação necessárias para combater o surto de ébola, realça a importância de empoderar as mulheres, apela à melhor distribuição da riqueza e oportunidades no continente e traça o objectivo de até 2063 África ser um continente pacífico e próspero.

Ébola
Segundo Ban, a "história dominante do ano foi a crise do ébola na África Ocidental", a causar pelo menos "11 mil mortes e ameaçar ganhos políticos, sociais e económicos".

O chefe da ONU disse ser preciso agora intensificar esforços para chegar e permanecer em zero caso, recuperar os danos causados e fortalecer resiliência social e institucional em todo o continente.

Para ajudar a mobilizar apoio para esta tarefa, Ban vai reunir uma conferência internacional sobre o tema na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em Julho.

Economia

De forma geral, a economia do continente cresceu cerca de 4% em 2014, a criar um dos maiores períodos de expansão económica ininterrupta na história da África.

O Secretário-geral mencionou que, como resultado, um número crescente de africanos entrou na classe média a cada ano.

Ele disse ainda que "com o investimento em educação, saúde e infraestrutura a crescer, as perspectivas para grande parte da África são brilhantes".

Segundo Ban, o desafio é propagar estes benefícios de foram mais ampla e profunda, particularmente para mulheres e meninas.

Mulheres

Dar poder às mulheres vai ajudar a construir sociedades mais iguais e prósperas, disse Ban.

Ele elogiou o compromisso da União Africana com a igualdade de género e o empoderamento das mulheres.

O chefe da ONU pediu à comunidade internacional que faça mais para pôr fim à violência a mulheres e meninas e fortalecer seus papeis em todos os campos, incluindo a construção da paz.

Conflitos

Apesar do declínio no número de combates, em geral, muitos africanos ainda passam por exepriências de confitos violentos. Meninas e mulheres são alvos frequentes de violência sexual e abusos.

Segundo Ban, "conflitos surgem onde pessoas sofrem de má governação, violações de direitos humanos, exclusão e pobreza".

O chefe da ONU elogiou a visão africana de criar, até 2063, um continente pacífico e próspero onde haja democracia, direitos humanos e Estado de direito.

Ban reafirmou o compromisso da ONU "em trabalhar com a União Africana, as comunidades económicas regionais e os países do continente e seus cidadãos para fazer desta visão uma realidade".

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