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Dhlakama diz-se disposto a negociações com Nyusi

  • Redacção VOA

Presidente da Renamo parece recuar de ameaças de tomar o poder pela força nas províncias onde venceu eleições

Negando indirectamente ameaças de uso da força pelo seu porta-voz, o dirigente do segundo maior partido de Moçambique, a Renamo, disse que o seu movimento vai continuar a insistir em negociações sobre o seu plano para governos provinciais no centro e norte do pais.

"Vamos insistir na negociação por respeito à democracia", disse Afonso Dhlakama, que contudo deu um prazo de três dias, a partir de Sexta-feira para o governo começar as negociações da "descentralização do Estado", cobrindo agora a totalidade das 11 províncias do país, em vez das seis que reivindicava anteriormente.

"Vamos estender as autarquias para as 11 províncias, para evitar equívocos de que queremos dividir o país", disse Dhlakama no final do Conselho Nacional da Renamo.

Na Quinta-feira, a Renamo tinha anunciado através do seu porta-voz José Manteigas que tencionava forçar a criação das autarquias provinciais no centro e norte do país, através da criação de uma polícia e da redistribuição do seu efectivo militar.

José Manteigas, porta-voz da V sessão do Conselho Nacional da Renamo, disse que o quórum reunido na cidade da Beira aprovou a criação desse governos "a bem ou a mal” afirmando que era intensão da Renamo evacuar os edifícios estatais onde funcionam os actuais governos provinciais

Manteigas disse que aos dirigentes da Frelimo ser-lhes-ia dada a oportunidade de escolha de se filiarem na Renamo para se manterem nos cargos ou transferirem o poder para o partido de oposição.

Falando no encerramento da reunião de quatro dias do Conselho Nacional, na Beira, Sofala, centro de Moçambique, Afonso Dhlakama disse contudo que não tenciona "usar armas para forçar as províncias autónomas", acrescentando que vai pressionar o partido no poderpara "parar com brincadeiras e manipulações".

O presidente da Renamo reafirmou a sua nova proposta de de alargar a proposta de criação das autarquias provinciais em todo o país, seis das quais (Sofala, Tete, Manica, Zambézia, Nampula e Niassa), a serem governadas de imediato pelo seu partido, e as outras cinco a criar depois das eleições gerais de 2019.

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