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Dhlakama anuncia criação da polícia e novo quartel

  • André Baptista

Afonso Dhlakama

Afonso Dhlakama

Líder da Renamo diz que é a resposta do seu partido ao incumprimento do acordo de cessação das hostilidades pela Frelimo.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, anunciou nesta segunda-feira, 7, a criação para breve da polícia do partido, para garantir segurança das províncias autónomas, um ano após falhar a implementação do Acordo de Cessão de Hostilidades, em vigor desde 5 de Setembro de 2014.

Dhlakama assegurou que a posição surge em resposta da recusa da Frelimo, no poder, de reintegrar os seus homens nas Forças de Defesa e Segurança.

“Dentro de semanas vamos constituir a nossa Polícia da República de Moçambique” declarou Afonso Dhlakama num comício em Milange, Zambézia (centro), justificando que “nós queríamos meter os nossos homens na Polícia, mas porque essa polícia é da Frelimo e a Frelimo não quer, vamos criar uma polícia”.

O responsável da Renamo, disse que a medida responde igualmente ao incumprimento do Acordo de Roma em 1992, que estabelecia a criação de uma Polícia unificada, entre os militares estatais e os guerrilheiros da Renamo, no fim da guerra de 16 anos.

Assegurou contudo que a Polícia, cuja missão é garantir a segurança dos dirigentes do partido nas seis províncias autónomas, que o movimento insiste criar no centro e norte de Moçambique, será constituída por antigos guerrilheiros desmobilizados e militares no activo.

Afonso Dhlakama, anunciou igualmente a criação de um segundo quartel em Milange (Zambézia) – quase uma semana após a instituição do quartel-general em Morrumbala - que também vai servir para o treinamento dos agenes da Polícia do partido.

O líder da Renamo aclarou que a polícia e os quartéis “não são para atacar a Frelimo, nem para fazer guerra contra a Frelimo”, mas para defender a população das marginalização das forças governamentais em cumprimento das ordens do partido no poder.

A Renamo não reconhece os resultados das últimas eleições gerais e exige a criação de autarquias províncias em todo o país e a gestão de forma imediata das seis regiões onde reclama vitória eleitoral, sob ameaça de tomar o poder à força.

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