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Descentralização administrativa em Moçambique vai agora ao Parlamento

  • William Mapote

Carlos Agostinho do Rosário, primeiro-ministro de Moçambique

Renamo diz que o Executivo não quer a paz

O Governo de Moçambique e os deputados da Renamo divergem sobre a criação de um novo grupo para discutir o pacote legislativo sobre a descentralização, que há mais de dois meses divide as delegações da Frelimo e do principalmente partido da oposição em sede de negociações mediadas por representantes da comunidade internacional.

Nesta quarta-feira, 14, o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, abordou o diálogo político e saudou a criação de um novo grupo para discutir a descentralização.

Para Rosário, o grupo, cujos integrantes serão indicados pelos dois principais líderes políticos vai acelerar os caminhos para a descentralização, que surge como resposta da exigência da Renamo, de governar as seis províncias onde reivindica a vitória eleitoral.

António Muchanga, deputado da Renamo

António Muchanga, deputado da Renamo

A Renamo, através do deputado António Muchanga, considera a medida uma distração e desconsideração aos mediadores internacionais e diz que o Governo tem por trás uma intenção contrária à paz.

Muchanga recordou que o membro do Conselho de Estado, Jeremias Pondeca, assassinado há dois meses, integrava uma equipa técnica que elaborou os princípios sobre a descentralização e questiona o que foi feito com o trabalho realizado.

O pacote legislativo para a descentralização está em debate na Comissão Mista há mais de dois meses.

Os mediadores já apresentaram pelo menos três propostas às delegações do Governo e da Renamo, mas ainda não há consenso.

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