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Deputados da UNITA atacados em Benguela

  • Manuel José

Angola bandeiras Unita MPLA

Angola bandeiras Unita MPLA

Galo Negro diz que MPLA tem que controlar os seus militantes que acusa de responsabilidade pelo ataque.

Deputados parlamentares da UNITA foram atacados na província de Benguela, disse fontes do partido.

Os parlamentares Pedro Cachtiungo e Daniel Domingos Maluka asseguram que os agressores são militantes do MPLA do município da Ganda.

Quatro pessoas terão ficado feridas nos confrontos, duas delas em estado grave.

O incidente ocorreu, segundo o deputado José Pedro Cachiungo numa das comunas da Ganda em Benguela, depois de uma visita de campo do grupo composto por dois deputados.

"Um grupo bem organizado, trajados a militantes do MPLA barraram a estrada com motorizadas, o carro da polícia que ia à frente de nós parou, nós vimos a barricada também parámos, o comandante da polícia e seus homens dirigiram-se aos motoqueiros do MPLA e fizeram disparos para o ar”, disse.

“Os moços com pedras, paus e catanas gritam que a polícia não mata, ultrapassaram a barricada da polícia e partiram para cima de nós, tivemos que nos escudar e nos defender" acrescentou.
Cachiungo conta que a pancadaria entre militantes seus e do MPLA foi inevitável.

"Uns jovens da JURA que iam connosco saltaram dos carros e entre nós e a barricada que eles fizeram travou-se uma pancadaria lamentável”, disse.

“Soubemos mais tarde que quatro pessoas ficaram feridas, dois deles em estado grave", acrescentou

A direcção da UNITA assegurou que este acto de intolerância vai ser levado à justiça.

"O grupo parlamentar da UNITA vai agir judicialmente”, disse Adalberto Júnior.

“O ambiente de convivência não pode ser posto em causa por actos de bandidagem e irresponsáveis do MPLA que deve controlar os seus membros e provar que não são orientações suas porque a sociedade começa a pensar que são instruções das chefias do MPLA e do executivo", acrescentou

O responsável e deputado da UNITA Adalberto da Costa Júnior que diz já ter contabilizado desde o arranque das jornadas parlamentares da UNITA em Benguela três actos de intolerância por parte do MPLA e do seu executivo.

"O primeiro foi a proibição da publicidade das jornadas parlamentares da UNITA já pagas na rádio Morena, por parte do Comité de Benguela do MPLA, o segundo acto foi a proibição das autoridades tradicionais de participarem do programa das jornadas por parte da Administração municipal de Benguela, e o terceiro mais violento foi a agressão na Ganda aos deputados da UNITA", disse.

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