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Demissão de ministro abala economia sul-africana

  • Simião Pongoane

Pravin Gordhan

Pravin Gordhan

Na África do Sul, a decisão do presidente Jacob Zuma de demitir o ministro das Finanças provocou enormes danos à economia mais industrializada do continente africano.

Investidores da Bolsa de Valores de Joanesburgo perderam 170 mil milhões de rands, cerca de 12 mil milhões de dólares, em apenas 48 horas na semana passada na sequência da exoneração do ministro das Finanças, Nhlahla Nene, e a nomeação do menos conhecido David van Rooyen.

O país entrou em pânico.

O rand ficou muito assustado e caiu face ao dólar para o valor jamais visto na sua história.

Para economistas, o peso da economia sul-africana e a falta de produção em Moçambique e noutros países da SADC dilui o processo da integração regional.

Há uma semana, a economia da África do Sul foi revista em baixa ficando à beira da caixa de lixo das agências internacionais de auditoria.

Ontem à noite, Jacob Zuma cedeu e transferiu o novel ministro para o pelouro de Governação Corporativa e Assuntos Tradicionais e levou o veterano Pravin Gordham para o Ministério das Finanças, que dirigiu durante o primeiro mandato de Zuma.

A reacção não se fez esperar.

O rand recuperou cerca de dois por cento.

Economistas, analistas e operadores económicos dizem que apesar dos danos causados, a confiança vai ser paulatinamente restabelecida no mercado.

O ministro Pravin Gordham afirmou esta tarde em Pretória que a disciplina fiscal vai manter-se e será monitorada.

Ele afirmou que as empresas estatais à beira da bancarrota por causa da má gestão não vão ser resgatadas.

No Parlamento, a oposição exige a cabeça do presidente Jacob Zuma, através de uma moção de censura.

Mas o ANC não vai entregar a cabeça do seu líder, apesar do descontentamento com a sua liderança e sobretudo com erros considerados de palmatória cometidos ba semana passada.

Entretanto, o partido poderá pagar muito caro nas eleições municipais marcadas para próximo ano.

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