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Delegação chinesa usou malas diplomáticas para tirar marfim da Tanzânia


Marfim é destruído por oficiais de alfândega na China. Janeiro 2014

Marfim é destruído por oficiais de alfândega na China. Janeiro 2014

Demanda chinesa pelo marfim está a devastar a população de elefantes da Tanzânia.

Um relatório recente acusa uma delegação do Presidente chinês Xi Jinping de ter comprado ilegalmente milhares de quilos de marfim durante a sua visita à Tanzânia, em 2013.

O relatório da Agência de Investigação Ambiental (AIA), dado a conhecer esta Quinta-feira, refere que a demanda chinesa pelo marfim está a devastar a população de elefantes da Tanzânia.

A delegação chinesa usou a visita de Março de 2013 para levar os dentes de elefante nas malas diplomáticas, no avião do Presidente Xi.

Segundo a AIA, os clientes da delegação chinesa causaram a subida do preço do marfim, para o dobro, acrescentando que esta não é a primeira vez que diplomatas, militares e empresários chineses usam este tipo de visitas para compra de grandes quantias de marfim.

A China ainda não respondeu a estas acusações, sendo que representa o maior mercado no mundo para os traficantes de marfim.
Neste país oriental, o marfim é visto como um sinal de estatuto, é usado para decoração e na medicina tradicional chinesa.

A Tanzânia e a China são aliados muito próximos. Numa visita a Pequim no mês passado, o Presidente Jakaya Kikwete assinou contratos no valor de 1,7 mil milhões de dólares.

A AIA reporta que durante o Governo de Jakaya Kikwete a população de elefantes vai descer de 142 mil em 2005 para 55 mil em 2015.

O comércio internacional de marfim foi banido nos anos 80, num esforço para proteger os elefantes. Dezenas de milhar de elefantes morrem todos os anos porque caçadores furtivos querem os seus dentes.

A Convenção Internacional do Comércio de Espécies em Perigo colocou a China entre os oito países que não fazem o suficiente para combater a importação ilegal de marfim.

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