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Deficientes queixam-se de discriminação em Luanda

  • Coque Mukuta

Grupo de teatro Cena Livre promove integração.

Cidadãos portadores de deficiências físicas queixam-se de discriminação, por parte das instituições do Estado e de empresas privadas em Luanda.

Para tentar combater essa realidade, um grupo de teatro vem exibindo uma peça de superação para ajudar os deficientes físicos a reconhecerem as suas dificiencias e a criar uma certa consciência na população.

Acesso a instituições de ensino, falta de rampas de acesso, dificuldades de acesso a conteúdos para pessoas com deficiências auditivas e visuais, assim como a possibilidade de conseguir um posto de trabalho, são as maiores dificuldades por que passam os deficientes físicos.

A opinião é de Micael Daniel, presidente da Associação Nacional de Estudantes Universitários com Deficiência (ANEUD).

Micael Daniel afirma que os deficientes físicos são muitas vezes discriminados e cita as dificuldades que têm no acesso aos taxis, por exemplo, alegadamente por falta de espaço para colocarem a cadeira de rodas.

“Os nossos membros, na maioria das vezes, não são aceites por falta de lugar para colocar a cadeira de rodas, mas quando se disponibilizam para pagar o lugar da cadeira o taxistas aceitam”, denunciou.

Teatro como forma de superação

No entanto, para inclusão desta franja da sociedade angolana o grupo de teatro, “Cena Livre”, dirigido pelo jornalista Walter Cristovão, tem exibido a peça “Ingrata”, em que os dois principais autores são deficientes que procuram superar as suas dificuldades.

Sebastião Constantino, que encarna a personagem de Chiquito, conta que já sentiu-se discriminado e que o papel que desempenha na peça de teatro revela as dificuldades que enfrentam os portadores de deficiência.

“Uma coisa que eu sempre digo é que nós somos deficientes e não temos como tirar isso a não ser que haja um milagre, mas quem tem que começar este milagre somos nós mesmos, encarando a dificiencia como um milagre” defendeu Constantino.

Outro actor, José Matias Mendes, que faz o papel de Chiquinho, afirma que com ou sem deficiência estão presentes e por aceitar a sua condição consegue ultrapassar várias dificuldades.

“A dificuldade não é algo que pode impedir alguém de ser feliz e de progredir na vida", concluiu Mendes.

Por seu lado, Walter Cristovão, director do grupo de teatro, “Cena Livres”, diz que esta peça de teatro tem sido uma aula de superação para a sociedade angolana: “isto para nós ja não é uma peça de teatro é uma aula de superação”, disse.

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