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De abusada sexualmente a activista e estudante de direito

  • Francisco Júnior

Av. Eduardo Mondlane, Maputo

Av. Eduardo Mondlane, Maputo

Uma história na primeira pessoa de uma moçambicana

Maputo acolheu esta semana uma seminário sobre violações de meninas, tráfico humano, casamentos prematuros e gravidez precoce, práticas culturais e tradicionais nocivas à saúde. As organizações da sociedade civil dizem que as meninas vivem momentos dramáticos, em Moçambique. A VOA falou com uma das vítimas.

É natural de Inhambane, e reside naquela cidade do sul de Moçambique. Tem sete irmãos e vive com os pais. O pai é funcionário público e a mãe comerciante informal.

Ela não estuda. Já fez a décima segunda classe. Tem hoje 19 anos, mas tinha 14 quando uma tragédia se abateu sobre a sua vida, ou seja foi estuprada por um professor.

A violação sexual aconteceu em 2009, mas só agora a jovem decidiu quebrar o silêncio. Ela diz que nunca contou a ninguém e que, quando o professor a estuprou, ela decidiu sair de Inhambane e pediu aos pais para viajar para Maputo.

A nossa entrevistada foi para a casa de uma tia, irmã do seu pai. Só que, também lá, foi assediada. Só que, dessa vez, pelo seu próprio tio, marido da irmã do pai.

Assustada, a rapariga saiu da casa dos tios e voltou para Inhambane.

Ela diz que sofreu calada e nunca ninguém soube do assédio que sofreu, mas todos esses problemas fizeram com que decidisse ser activista e trabalhar como voluntária numa organização que luta pela defesa dos direitos e interesses da rapariga.

A organização fez com que decidisse que, o melhor para ela, neste momento, é estudar direito e agora quer ingressar numa universidade e ser jurista.

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