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Activista Dago Nível condenado a oito meses de prisão por chamar julgamento de "palhaçada"

  • Redacção VOA

Camisa de palhaço "criado" por Nito Alves, Angola

Camisa de palhaço "criado" por Nito Alves, Angola

Activistas em Lisboa condenam sentença.

O activista angolano Dago Nível foi condenado nesta segunda-feira, 28, a oito meses de prisão por provocar "desordem no tribunal" pelo juiz Januário Domingos José.

O magistrado tomou a decisão depois de Dago Nível ter dito em alto e bom som no tribunal que o julgamento dos activistas era uma palhaçada, na sequência da sentença contra os 17 activistas condenados pelos crimes de rebelião, tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores.

Os activistas receberam penas variadas, de dois anos a oito anos e seis meses de prisão.

Protestos em Lisboa

Entretanto, em Lisboa, cinco dezenas de activistas e personalidades manifestaram hoje ao início da noite o seu apoio aos condenados em Angola.

"Temos de continuar a fazer o que temos feito até agora", apelou Pedro Coquenão, músico, amigo de Luaty Beirão e um dos organizadores das várias concentrações que têm pedido "Liberdade, já!" para os "presos políticos em Angola".

Presente no acto esteve Serena Mancini, irmã de Luaty, que afirmou estar à espera deste desfecho, embora mantenha "esperança nos recursos".

"Mais do que nunca, Angola tem de sentir a pressão e as consequências daquilo que está a fazer", defendeu Mancini.

Também presentes na manifestação estiveram o escritor angolano José Eduardo Agualusa, o professor e economista português e fundador do Bloco de Esquerda Francisco Louçã, o humorista Ricardo Araújo Pereira e activistas de associações como Amnistia Internacional, Solidariedade Imigrante e SOS Racismo.

Governo de Lisboa toma "boa nota" do recurso

Em nota enviada às redacções, o Governo português diz ter acompanhado pelos canais diplomáticos adequados, quer no plano bilateral, quer no quadro da UE, o processo judicial conduzido, em Luanda, pelas autoridades competentes, relativamente às acções de 17 cidadãos angolanos, "um dos quais detém também nacionalidade portuguesa".

"Tomamos boa nota da comunicação, pela defesa, da intenção de interpor recurso judicial em face da gravidade e dimensão das penas hoje decididas pelo tribunal de primeira instância", concluiu a nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

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