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Cuando Cubango acolhe um contingente especial para eventuais golpes de Estado

  • Coque Mukuta

Informações postas a circular dão conta que servem para intervir, em eventuais casos de “Golpe de Estado” contra o poder do Presidente José Eduardo dos Santos, em Luanda.

A província do Cuando Cubango, acolhe regularmente um contingente militar identificado por “Forças Especiais de Apoio ao Comandante-em-Chefe (FEACC)”, cuja a missão não é do domínio público.

Fonte militar contraria, mas as dúvidas continuam.

Segundo a constituição angolana é inconstitucional qualquer força que venha a ser criada fora das Forças Armadas .

Recentemente o site Club-k revelou que a província do Cuando Cubango acolhe secretamente um contingente militar formalmente definido por “Forças Especiais de Apoio ao Comandante-em-Chefe”, cuja missão é intervir em eventuais casos de golpe de Estado contra o poder do presidente José Eduardo dos Santos, em Luanda.

De acordo com a mesma fonte, o contingente é constituído por cerca de 2500 homens e, por decisão do Presidente os seus efectivos mantêm-se sob controlo exclusivo do general Eusébio de Brito Teixeira, actual governador da província do Kwanza Sul.

A Voz da América contactou uma fonte do exêrcito militar que disse que a notícia não é verdade.

A nossa fonte afirmou que o local referido é onde treinam as tropas para casos específicos tal como as que vão para República Centro Africana.

Entretanto, o deputado da Casa-CE, e general na reserva, Lionel Gomes disse ser inconstitucional a criação de forças fora do quadro das forças armadas.

No caso do envio de forças para o exterior, a Assembleia Nacional deve autorizar a decisão.

“Para movimentar uma unidade militar para fora do país é preciso ter autorização da Assembleia Nacional, infelizmente o Presidente da República já o tem feito, pisoteando todas as normas” disse.

Gomes aventou também a possibilidade de ser uma força que possa desestabilizar qualquer outro poder constituído em Angola caso MPLA perca as eleições.

“É que provavelmente está a criar-se uma força de reserva que se vai constituir numa milícia do MPLA que caso perca as eleções, vai criar turbulência e mal estar no país desestabilizando portanto qualquer governação que venha a substituir o MPLA nas próximas eleições” acrescentou.

A VOA tentou contactar o governador de Kwanza-Sul Eusébio de Brito Teixeira, mas sem sucesso.

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