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Brasil 2014 - Críticas de adversários provocam descida de Marina Silva

  • Maria Cláudia Santos

Brasil: Campanha Presidencial

Brasil: Campanha Presidencial

Marina desce nas sondagens devido a criticas de adversários

O bombardeio intenso de críticas de adversários abalou a campanha da candidata à presidência do Brasil, Marina Silva (PSB), que aparece em queda nas últimas pesquisas de intenções de votos. A análise é de cientistas políticos que preveem a reta final da disputa no Brasil marcada, ainda mais, por duros ataques entre os candidatos.

A vantagem da petista Dilma Rousseff, candidata à reeleição na corrida presidencial brasileira, ampliou, de acordo com o levantamento mais recente do Instituto Ibope, divulgado nesta terça-feira (23). Agora, Dilma tem 38% das intenções de votos. Marina, que já chegou a computar 33%, caiu para 29%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, aparece nas pesquisas com 19%.

Na simulação de um segundo turno, o que antes era considerado um empate técnico, com Marina Silva tendo leve vantagem, agora, com a oscilação negativa da candidata do PSB se transformou em empate numérico. As duas candidatas à presidência do Brasil têm 41% das intenções.

Outra pesquisa, divulgada nesta terça-feira (23) pela Confederação Nacional dos Transportes, aponta também a abertura de vantagem de Dilma em relação à Marina. A petista tem 31,4% contra 23% de Marina.

Para analistas políticos, como o cientista Lúcio Rennó, a queda de Marina foi resultado da onda de ataques que a candidata sofreu por parte dos dois adversários, Dilma e Aécio.

"Eu imagino que isso esteja associado com essa intensa campanha negativa, de Aécio e de Dilma, nas últimas semanas contra Marina. Ela sofreu diversos ataques de ambos os lados. A subida dela virou o alvo dos seus competidores principais. Foi isso que aconteceu. Quando você olha para o horário eleitoral, os debate você vê que Marina se transformou no pivô, no centro desse 'processo eleitoral e esse ataques surtiram efeitos, Marina Perdeu votos.

Para grande parte dos analistas brasileiros, ainda é muito difícil fazer uma aposta em um resultado do segundo turno das eleições brasileiras.

Com esse cenário desenhado até agora, com Marina e Dilma no segundo turno, o que se espera é uma queda de braço entre os brasileiros que querem mudanças na política e os que desejam manter programas sociais, como o Bolsa Família.

"Esse processo de insatisfação da população com a classe política em geral, não só com o governo federal, mas com os políticos, os partidos e, principalmente, com aqueles que estão no poder há muito tempo ficou muito claro em 2013, com a insatisfação mostrada pela população nas ruas. Eu acho que Marina e o PSB, de alguma maneira, estão capitalizando significativamente em cima desse clima de insatisfação com o que está colocado na política brasileira.

Além dos insatisfeitos com os políticos, tem outro grupo que, para analistas, se opõe a Dilma e apoiaria Marina no segundo turno. "Tem outra parcela que subiu de renda, teve acesso a mais informações, mas continuou refém de serviços públicos de péssima qualidade, hospitais, escolas e segurança. Essa população insatisfeita está cansada da disputa PT e PSDB e quer uma coisa nova".

Mas, a presidente Dilma Rousseff representa um páreo duro para a candidata do PSB, com o voto garantido de parcelas muito relevantes da população brasileira que podem reeleger a mandatária. "Não é à toa que Dilma tem entre 34 e 39% dos votos, segundo as pesquisas. Ela tem oscilado dentro dessa margem, desse intervalo. Porque tem um eleitorado, que foi conquistado de Lula para cá, que se beneficiou significativamente da redução da desigualdade no país, das políticas sociais. Então, essa porcentagem do eleitorado, de classe de renda mais baixa, não quer tanto mudanças".

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