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"Critiquei os princípios da nomeação do novo vice-presidente, não a pessoa", diz Fernando Heitor

  • Redacção VOA
  • Alvaro Ludgero Andrade

Fernando Heitor à esquerda com o líder da UNITA, Isaías Samakuva

Fernando Heitor à esquerda com o líder da UNITA, Isaías Samakuva

Antigo dirigente da Unita afirma que sempre foi assediado e garante que continuará como militante.

Na sexta-feira, a VOA anunciou em primeira mão a demissão de Fernando Heitor da direcção da Unita em parte por discordar da nomeação de Raúl Danda como vice-presidente do partido.

Em declarações à TV Zimbo, o porta-voz do partido, Alcides Sakala, afirmou que a Unita vai analisar o documento e de certeza em tempo oportuno dará a sua opinião.

"Este documento, provavelmente, levantará uma série de questões que o levaram a tomar esta decisão, mas também queríamos dizer que não há nenhuma crise”, garantiu Sakala.

Até agora, a Unita não reagiu oficialmente.

Entretanto uma fonte daquele partido citada hoje pelo jornal digital Rede Angola sugeria que Heitor pode estar a ser assediado pelo MPLA.

A VOA falou com Fernando Heitor que disse não haver qualquer hipótese de deixar a Unita, partido a que se juntou em 1975 e garante que sempre foi assediado.

Aquele economista revela “nunca ter tido problemas pessoais com Raúl Danda, embora tenha tido alguns desencontros, mas não são eles que determinaram a carta”.

Heitor diz criticar “os princípios, os critérios que foram utilizados” e garante que se tivesse sido outra pessoa faria o mesmo”.

Na conversa, o deputado lembra que nunca “esteve nas matas” mas desde 1975 é militante da Unita, “tendo sido convidado pelo Presidente em 1992 para ser deputado” e que foi o primeiro parlamentar da oposição eleito em Luanda”.

Por muitos motivos, continua Heitor, “sempre fui assediado, desde o tempo de Agostinho Neto”, mas o pior “é aceitar o assédio”.

Ouça a conversa:

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