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Crise no ANC resulta de atraso na "democratização interna"


Jacob Zuma com Muammar Kadhafi, em Maio passado.

Jacob Zuma com Muammar Kadhafi, em Maio passado.

Analista sul-africano, Andre Thomashausen, afirma que ANC ainda não fez transição de movimento de libertação para partido democrático

O analista político, Andre Thomashausen, afirma que a crise no ANC se deve ao facto de o principal partido da África do Sul não ter feito a transição de "movimento de libertação, de cariz leninista, para partido democrático".

Numa entrevista à Voz da América, disse que o ANC tem dificuldade em aceitar o debate interno e a crítica interna é vista como manifestação inimiga.

O debate interno sobre o futuro do partido devia ter sido iniciado após o congresso do ANC em 2008 - que aprovou um plano concreto nesse sentido - mas ainda não arrancou, segundo o nosso interlocutior, por responsabilidade do Presidente Jacob Zuma.

A ausência de definição sobre o que é o ANC, e o que deve ser no futuro, deixa o partido à mercê do que Thomashausem descreve como "oportunistas" como Julius Malema - líder da ala juvenil do partido, que fazem lobby para a radicalização do ANC.

A atenção dada a Malema, de 30 anos, resulta de "um vácuo ideológico no ANC que não define o futuro" permitindo a grupos minoritários ocuparem espaço superior à sua representatividade.

Diz, por exemplo, que o grupo de Maleba é composto por cerca de 200 pessoas - uma minoria muito actiova - ao passo que 80% dos militantes do ANC paga as quotas mas não participa activamente na vida do partido. Clique acima para ouvir a entrevista com Andre Thomashausen.

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