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Crise financeira poderá afectar o tratamento da Sida em Moçambique

  • VOA Português

Activista César Mufanequiço receia “crise aguda de medicamentos”.

A crise financeira poderá afectar a assistência aos doentes de Sida em Moçambique, se não for feito mais investimento, receia Cesár Mufanequiço, do Movimento para o Acesso ao Tratamento.

Após a descoberta de uma dívida secreta de 1.4 milhões de dólares, Moçambique viu, há dois meses, os seus principais doadores a interromper a ajuda.

Mufanequiço diz que na sequência foi anunciado que algumas organizações que promovem o tratamento deixarão de ter apoio do governo, o que irá dificultar a resposta já deficiente.

O activista receia “uma crise aguda de medicamentos para o tratamento de doenças oportunistas”.

A interrupção do apoio poderá também afectar o novo desafio que é “testar e tratar”, diz Mufanequiço.

Em resposta, o Movimento, segundo o activista, tem estado em contacto com organizações internacionais para defender a continuidade de programas de tratamento.

Revitalização de grupos comunitários

Até o momento o grupo de Mufanequiço garantiu o suporte da organização canadiana Stephen Lewis Foundation para a revitalização de grupos comunitários de apoio ao tratamento no sul do país.

Ele explicou que esses grupos ajudam o sistema nacional de saúde na localização e seguimento de doentes, o que é essencial para a continuidade do tratamento.

Dados do Onusida, a entidade especializada das Nações Unidas, indicam que em Moçambique, pelo menos, 1.5 milhões de pessoas vivem com HIV, numa população de 25 milhões.

Desses, mais de 700 mil pessoas estão em tratamento, o que coloca o país na lista de países que avançaram na área.

O acesso ao tratamento será destacado na reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o fim da pandemia, que inicia esta quarta-feira, 8, em Nova Iorque.

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