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Crise energética na África do Sul

  • Simião Pongoane

Quatro membros do Conselho de Administração da empresa ESKOM, incluindo o seu PCA, foram suspensos.A suspensão visa facilitar inquérito sobre o fraco desempenho da empresa estatal na solução da profunda crise de energia eléctrica caracterizada por cortes constantes e prolongados de fornecimento de electricidade na economia mais industrializada do continente africano.

O Presidente Jacob Zuma reconhece que a situação é grave mas evita falar em colapso.

Para Zuma, esta situação é provocada pela expansão da rede para as populações negras anteriormente ignoradas pelo apartheid.

Os técnicos da ESKOM concordam com o Presidente mas acrescentam que nos últimos 20 anos Não houve novos investimentos em infra-estruturas de produção e distribuição de energia eléctrica.

Os prejuízos provocados por cortes constantes e prolongados de fornecimento de electricidade são muito elevados na economia.

Para os técnicos da ESKOM, os cortes visam evitar o colapso total do sistema, enquanto procuram alternativas, que incluem construção de centrais nucleares com o apoio da Rússia.

Há duas semanas uma nova central de produção de corrente eléctrica de Medupi entrou em acção, mas a sua produção é insuficiente para alimentar a indústria pesada e outros consumidores, pelo que os cortes vão continuar pelo menos para os próximos três anos, segundo previsões.

Grande parte da energia eléctrica consumida na Africa do Sul é produzida pela Barragem Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Moçambique.

Africa do Sul também recebe gás natural produzido no Sul de Moçambique pela empresa petroquímica Sasol.

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