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Crise económica limita verbas para combater SIDA


Conferência sobre a SIDA decorre em Washington, esta semana

Conferência sobre a SIDA decorre em Washington, esta semana

Na sua totalidade cerca de 17 mil milhões de dólares são gastos anualmente no combate à SIDA no mundo em desenvolvimento

A crise económica mundial está a reduzir os fundos disponibilizados para o combate à SIDA. Algumas das personalidades mais conhecidas continuaram a frisar, na Conferência Sobre a SIDA que decorre em Washington, um dos aspectos mais em foco na conferência: a luta contra a doença está a ter sucesso mas os actuais fundos não são suficientes.

Terça-feira, centenas de activistas manifestaram-se em frente à Casa Branca para exigir maiores fundos de apoio à luta global contra a SIDA. Os manifestantes planeavam também deslocar-se a diversos bancos para protestar contra os escândalos financeiros e exigir o aumento dos impostos para apoio ao combate à doença.

Esta manhã Jeffrey Sachs da Universidade de Columbia e a personalidade que iniciou a ideia da criação de um fundo global de combate à sida malaria e tuberculose queixou-se publicamente em como desde a subida à presidencia de Barack Obama os fundos para a SIDA foram nivelados senão mesmo reduzidos. Isso não aconteceu durante apresidencia anterior de George Bush, disse ele rejeitando as declarações que não há fundos suficientes para se aumentar o financiamento do fundo.

Na sua totalidade cerca de 17 mil milhões de dólares são gastos anualmente no combate à SIDA no mundo em desenvolvimento onde oito milhões de pessoas estão agora a receber medicamentos anti retrovirais. Os Estados Unidos contribuem cerca de seis mil e 600 milhões de dólares dessa quantia seis vezes mais do que era gasto em 2000 quando George Bush assumiu a presidncia.

Para se alcançar o objectivo de ter 15 milhões de pessoas em anti retrovirais até ao ano 2015 terão que ser gastos 24 mil milhões de dólares por ano.

Ontem o senado democrata John Kerry deu o seu apoio ao aumento dos gastos no combate à SIDA afirmando que se os Estados Unidos podem gastar 100 mil milhões de dolares no Afeganistão não hà razão para não se angariar os fundos neessàrios.

O senador republican Lindsey Graham disse que o congress Americano tinha aprovado para o próximo orçamento uma verba maior do que aquela pedida pelo president Obama acrescentando poder assegurar aos contribuintes Americanos que o seu dinheiro está a ser gasto numa causa boa e acrescentou: Não há nada de mau em republicanos associarem-se a este combate

Mas se portanto houve criticas veladas a actual administração o facto é que a secretaria de estado Hillary Clinton recebeu uma ovação de pé e entusiástica quando segunda-feira falou aos delegados, apesar do início do seu discurso ter havido uma pequena manifestação de critica ao seu governo.

O multimilionario Bill Gates cuja fundação já doou mais de quatro mil milhões de dólares de combate à doença disse à conferencia que não se pode dizer que haja ja todos os instrumentos necessàrios para se derrotar a epidemia.

“Mas niguem deve duvidar que teremos esses instrumentos se continuarmos na via em que estamos,” acrescentou. Isso claro está vai depender dos políticos que controlam as bolsas em redor do mundo.

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