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Crise de medicamentos ameaça saúde pública em Angola

  • Coque Mukuta

Estado privatiza empresa farmacêutica por ajuste directo à Suninvest.

O Governo angolano aprovou a privatização da farmacêutica estatal Angomédica, por ajuste directo, ao grupo Suninvest, alegando a necessidade de "expandir a participação do sector privado" no sistema de saúde pública.

Os hospitais queixam-se de falta de medicamentos e a Associação de Luta contra o SIDA, afirma que no país morrem de cinco a 10 pessoas por dia por falta de medicamentos.

A privatização da farmacêutica estatal Angomédica, por ajuste directo ao Suninvest, que pertence à Fundação Eduardo dos Santos (FESA), já foi efectivada.

Entretanto, no terreno, os hospitais carecem de materiais básicos consumíveis, como luvas, compressas, seringas e comprimidos, entre outros.

António Coelho, secretário-executivo da Rede Angolana das Organizações de Serviço de SIDA, (Anaso) afirma que a crise não só está a dificultar o combate às epidemias da febre amarela, tuberculose e malária, mas também o tratamento dos doentes com VIH-SIDA:

“Há um aumento assustador de números de casos por falta de campanhas de sensibilização, também o número de pessoas que estão a abandonar a terapia por falta de condições destas famílias”, disse.

O activista de luta contra o SIDA afirma também que “estamos com escassez de preservativos”.

Coelho aconselha o Governo a empenhar-se mais no combate ao VIH-SIDA porque, revela, se no passado morriam duas pessoas dias hoje a média oscila entre cinco e 10 mortos, “enquanto há uma média de 20 a 30 casos de infecções”.

Por seu lado, o psicólogo Francisco Teixeira aconselha a população à abstenção, fidelidade e a evitar relações sexuais ocasionais como forma de evitar a contaminação dessa doença mortal porque, para ela, “toda a preocupação da nossa parte é pouca”.

A VOA sabe que no passado os medicamentos retrovirais eram oferecidos para um período de seis meses que agora passou apenas a um mês.

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