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Criadores de gado na Huíla defendem mais investimentos no sector

  • Teodoro Albano

Diminuição da importação da carne em grandes quantidades do estrangeiro passa por um forte investimento nos produtores nacionais, disseram os criadores de gado reunidos em Lubango

A região sul de Angola é conhecida como uma potência na criação do gado quer através de fazendas agropecuárias, quer por meio de criadores tradicionais, mas daí a ser solução para o fim da importação da carne é por enquanto uma miragem.


Muito trabalho de casa a todos os níveis precisa de ser feito.

Fernando Teles empresário bancário e pecuário, entende que o programa Angola Investe, iniciativa do executivo que visa o fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas nacionais com linhas de créditos bonificadas pode ser um passo nesse sentido.

“Angola investe vai ser uma das soluções para que nós rapidamente tenhamos mais gado em produção em Angola”.

Luís Nunes, presidente da cooperativa dos criadores de gado do sul de Angola, defende que a valorização da produção da carne no país passa pela instalação de um matadouro na região.

“Tem que ficar definitivamente esclarecido a questão da implantação de um matadouro afecto a nossa organização e posicionado nesta região. O nosso entendimento para a concretização da estabilização, crescimento e emprego passa necessariamente pela adopção firme e inequívoca da implantação de projectos dessa natureza.”

Recentemente o director nacional dos serviços de veterinária, António José, anunciou no Lubango investimentos que visam garantir qualidade da carne no país.

Segundo o responsável mais de três milhões de doses de vacinas são importadas anualmente para livrar o gado da peripneumonia contagiosa bovina.

“Nós estamos a vacinar todos os anos, quer dizer, nós não temos um tempo para dizer que vamos erradicar a doença”.

Fim da importação de carne no país passa por grandes investimentos no sector, advogam empresários na província da Huíla.
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