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Crescente insegurança na Guiné-Bissau preocupa ONU e CEDAO

  • Redacção VOA

Abusos de direitos humanos poderão levar a sanções, acisa carta ao presidente

Crescente preocupação com a situação de direitos humanos e insegurança na Guine Bissau, levou a ONU e a CEDAO a avisarem que sanções poderão ser impostas ao país.

Ao mesmo tempo os dirigentes militares da África Ocidental mostraram-se preocupados com a deterioração da situação de segurança no país mas manifestaram apoio á realização de eleições a 24 de Novembro, algo que já foi posto em causa pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP.

O aviso de sanções contra a Guiné Bissau está contido numa carta enviada ao Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, intitulada “Situação dos Direitos Humanos” e assinada pelos representantes especiais do secretário-geral da ONU, José Manuel Ramos-Horta, e do presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Ansumana Ceesay.

A carta é datada de Setembro mas só agora forampublicados pormenores da mesma.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos da Guiné Bissau anunciou já que vai apresentar uma queixa contra o Estado da Guiné-Bissau junto do Tribunal da Justiça e Direitos Humanos da CEDEAO, de que a Guiné-Bissau faz parte, por "negligência de Estado" por não garantir "segurança aos cidadãos".

A acção surge na sequência de actos de violência indiscriminada praticados por homens armados, na noite de Quarta para Quinta-feira, contra a população de bairros periféricos de Bissau.

Chefes militares da Comunidade Economia dos Estados da África Ocidental CEDAO mencionaram esses incidentes como um sinal que a situação de segurança se está a deteriorar no país.

Estes dirigentes que se encontram de visita à Guiné-Bissau consideraram Sexta-feira que o nível de segurança no país "baixou desde o mês de Setembro" para cá.

Os chefes militares da CEDEAO querem ajudar a melhorar a situação de segurança na Guiné-Bissau para que as eleições gerais marcadas para 24 de Novembro decorram com "total tranquilidade", observou Soumaila Bakayoko.
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