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Cresce tensão sobre acordo de segurança entre EUA e Afeganistão


Afghan President Hamid Karzai attends the last day of the Loya Jirga, in Kabul November 24, 2013. Karzai said on Sunday the United States needed to bring peace to Afghanistan before he would sign a security deal which will enable Washington to keep troops

Afghan President Hamid Karzai attends the last day of the Loya Jirga, in Kabul November 24, 2013. Karzai said on Sunday the United States needed to bring peace to Afghanistan before he would sign a security deal which will enable Washington to keep troops

Analistas de segurança em Cabul alertam para as consequências terríveis na região se Washington e Cabul não conseguirem resolver o impasse de um acordo de segurança bilateral.

O Presidente afegão, Hamid Karzai, recusa-se a assinar o acordo até ao próximo ano, o que Washington considera viável até à retirada total das forças americanas, no final de 2014.

Contudo, esta recusa de Hamid Karzai preocupa Cabul, uma vez que pode prejudicar o futuro do país, segundo os analistas políticos.

Mirwais Muqbil, consultor político do grupo Hambastagi, sediado em Cabul, diz que "estão todos preocupados com a decisão de Karzai".

O acordo de segurança prevê que cerca de dez mil tropas americanas deverão manter-se em território afegão para apoiar o governo na sua luta contra os talibãs.
Os termos do acordo envolvem também bilhões de dólares em assistência às forças de segurança afegãs e às instituições democráticas emergentes naquele país.

Numa visita da Conselheira da Segurança Nacional americana, Susan Rice, Karzai disse que não voltaria atrás na sua recusa na assinatura do acordo. No entanto, exigiu novas condições, como por exemplo que os Estados Unidos da América garantam eleições livres e transparentes no Afeganistão, a 5 de Abril de 2014.

Por seu lado, o Paquistão também está atento à situação afegã.

"Se este acordo não é assinado, os militantes da Jihad no Paquistão vão aumentar, muita gente aqui vai juntar-se aos talibãs no Afeganistão e depois virão para o Paquistão para combater contra o Estado paquistanês", disse o analista paquistanês Rasul Baksh Rais, preocupado também com esta indecisão de Karzai.

Uma vez assinado, o acordo terá efeito a 1 de Janeiro de 2015.
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