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Cresce população de imigrantes africanos nos EUA

  • Redacção VOA

Yolanda Grace Yona, jovem africana residente nos Estados Unidos.

Yolanda Grace Yona, jovem africana residente nos Estados Unidos.

Nigerianos e etíopes são as maiores comunidades da polução de mais de dois milhões.

Os Estados Unidos estão a tornar-se um destino cada vez mais atractivo para os imigrantes africanos. Neste momento, cerca de 2,1 milhões indivíduos nascidos em África vivem na América.

Uma pesquisa do acordo Pew Research Center indica que tal representa uma grande subida. No ano 2000 haviam 880 mil; e em 1970, apenas 80 mil.

Monica Anderson, pesquisadora associada daquele instituto, diz que o número duplica em cada década e há uma tendência de continuar a subir.

"Em 1980, apenas um por cento dos refugiados admitidos nos Estados Unidos eram de um país africano, e hoje essa proporção é de cerca de 37 por cento, o que é um factor importante que impulsiona o crescimento dos imigrantes africanos, mas não conta toda a história", afirma Anderson.

Anderson acrescenta que vários grupos de população imigrante transformam lugares como Minnesota, que abriga 25.000 pessoas de origem somali, que representa cerca de um quinto da população de origem estrangeira no estado.

Os nigerianos constituem a maior população de diáspora africana nos Estados Unidos, com 327 mil habitantes; seguidos dos etíopes, 222 mil; e egípcios, 192 mil, segundo o Pew.

Cabo Verde com 42 mil indivíduos é o países africano de língua portuguesa com mais imigrantes.

Os principais destinos para imigrantes africanos nos Estados Unidos são Texas, Nova York, Califórnia e Maryland.

Mas apesar deste crescimento, a população Africana ainda é relativamente inferior entre os imigrantes, e as razões são históricas e geográficas, disse Randy Capps, director de investigação para os Estados Unidos no Instituto de Politicas de Migraçao.

"África é distante e o número de africanos com rendimento suficiente para imigrar é relativamente pequeno”, disse.

Além disso, acrescenta, os Estados Unidos não tinham canais abertos de imigração para os africanos até 1965, quando foi aprovada uma lei que eliminou o sistema de quotas baseado em nacionalidades e criou oportunidades iguais.

A lei assinada pelo Presidente Lyndon Johnson permitiu a imigração de famílias e indivíduos com habilidades especiais.

Embora muitos venham de países devastados pela guerra – Somália, Republica Democrática do Congo, Somália, Eritreia e Sudão - há entre os imigrantes africanos um grande número de profissionais altamente qualificados, entre eles médicos e engenheiros.

Segundo Capps, em 2013, 38 por cento de imigrantes da África subsaariana tinham a licenciatura ou nível mais alto, comparado a 28 por cento de outros imigrantes e a 30 por cento entre a população nacida nos Estados Unidos.

Com o novo governo de Trump não se sabe o que vai mudar nas políticas de migração.

Na recente ordem executiva de Trump desafiada por um juiz de Seattle, cidadãos de três países africanos constam da lista dos banidos.

Apesar de um tribunal federal ter conseguido travar a sua implementação, o governo de Trump promete fazer a revisão.

Na mesa há também uma proposta do senador Tom Cotton de reduzir a emissão de cartões verdes de um milhão para 500 mil.

Mesmo assim, especialistas dizem que o número de africanos a mudarem-se para os EUA poderá continuar a crescer.

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