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Crescente agitação leva general Kopelipa a Cabinda

  • Manuel José

General Manuel Vieira Dias "Kopelipa"

General Manuel Vieira Dias "Kopelipa"

Mais manifestações convocadas para o fim de semana. Aumentam acusações contra governadora

O anúncio de uma manifestação em Cabinda no próximo sábado, 14, está a aumentar a tensão no território e a causar apreensão ao mais alto nível do Governo angolano

Uma delegação da casa militar da Presidência da República, chefiada pelo general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, chegou hoje, 12, a Cabinda ao mesmo tempo que mais elementos da sociedade civil anunciavam a sua intenção de se manifestarem contra as autoridades.

Depois da activistas terem convocado uma manifestação para protestar contra o que dizem ser violação dos direitos humanos e a má governação, um grupo de mulheres e de taxistas promete realizar uma marcha para protestar contra o que consider de concorrência desleal da governadora que colocou no mercado uma enorme quantidade de táxis e de estar alegadamente por detrás das restrições das mulheres no acesso às lavras.

Embora essas duas marchas não tenham sido divulgadas a nível da imprensa, a informação ganhou força com a entrada em cena das forças de defesa e segurança.

Alguns membros do Governo local estão a ser alvos de acusações e outros tantos começaram a ser investigados por alegadamente estarem por detrás destas manifestações já que algumas mulheres serem alegadamente militantes do MPLA.

A agitação surge numa altura em que prosseguem os trabalhos das comissões de inquérito da Presidência da República e do Bureau Político do MPLA que investigam várias situações de desvios de fundos e má gestão na governação do enclave de Cabinda.

Em documentos e cartas endereçadas ao Presidente da República José Eduardo dos Santos, grupos de cidadãos naturais de Cabinda criticaram com efeito a má gestão da governadora Aldina Matilde da Lomba Catembo.

A mais recente acusação veio do secretariado da Unita em Cabinda que acusou a governadora de estar a enriquecer-se com fundos públicos e de criar uma elite de governação composta por membros de sua família.

Essas situações aliadas aos impedimentos e restrições que as camponesas têm sido vitimas no acesso às lavras fizeram levantar uma onda de protesto que desencadearam na convocação da manifestação liderada pela juventude da ex-associação cívica de Cabinda Mpalabanda.

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