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CIP acusa Governo de Maputo de se ter esquecido da luta contra a corrupção

  • Ramos Miguel

Adriano Nuvunga

Adriano Nuvunga

Adriano Mavunga, director executivo do Centro de Integridade Pública de Moçambique.

A corrupção é tema de debate recorrente em Moçambique, com os analistas a defenderem que não sentem, do lado do Governo, nenhum vigor na luta contra este fenómeno que tem estado a delapidar o erário público.

O director executivo do Centro de Integridade Pública (CIP), Adriano Nuvunga, ao intervir num debate relativo ao primeiro ano da Governação do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou que o Governo desistiu da luta contra a corrupçao, que tinha eleito como uma das suas bandeias.

Entretanto, Nuvunga não se referiu a nenhum caso concreto de corrupção, tanto no sector público como no privado, sobretudo neste último, onde o fenómeno também se faz sentir com preocupação.

O director do CIP destacou que "ao longo do primeiro ano de governação do Presidente Filipe Nyusi, olhando para o Plano Quinquenal do Governo assim como para a estratégia de combate à corrupção, naão se encontra o vigor político".

Clemente dos Santos, participante no debate realizado esta quarta-feira, 23, em Maputo, considerou que o Governo não tem sido consequente na luta contra a corrupção, sendo por isso que o fenómeno tem vindo a assumir contornos preocupantes.

Por seu turno, o investigador do CIP, Baltazar Fael, secundando a opinião do seu director, disse que parece que a preocupação é apenas com a pequena corrupção, sublinhando que "está-se a deixar de investigar a grande corrupção em Moçambique".

Entretanto, para o analista Fernando Gonçalves, trata-se de uma questão de percepção, porque, na sua opinião, o Governo não desitiu desta luta contra a corrupção, tanto mais que já há casos de pessoas que foram julgadas e condenadas.

Refira-se que os sectores da educação e saúde, bem como a polícia, têm sido apontados como os que registam o maior numero de casos de corrupção.

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