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Corrida às matrículas no Instituto Nacional de Petróleos em Kwanza Sul

  • Fernando Caetano

Matriculas custam 4.000 dólares mas a procura ascende às vagas existentes.

Mais de 850 jovens disputaram hoje, 22, as 220 vagas para ingresso no Instituto Nacional de Petróleos(INP) no Kwanza Sul.

Apesar das matrículas ascenderem a cerca de 4.000 dólares, a afluência demonstra o interesse por estudos naquela instituição

O subdirector do INP Alegria Raul Joaquim disse que a organização tem duas vertentes de formação: a média técnica para pessoas de 15 a 17 anos e a profissional técnica que se destina a trabalhadores de empresas.

Para es o ano lectivo,o Instituto Nacional de Petróleos vai contar com 628 alunos matriculados nos vários níveis de ensino técnico profissional.

“Gostaríamos de absorver um maior número possível de alunos, mas temos limitações de espaço, temos outras limitações porque o nosso instituto tem um regime diferente dos outros, nós temos regime de internato com direito a tudo», disse o subdirector.

Apesar do corpo docente ser considerado por Alegria Raul Joaquim de qualificado, a direcção diz que há dificuldades em encontrar docentes qualificados.

«Nós temos tido de facto alguma preocupação na componente técnica e tecnológica por parte dos professores”, disse, acrescentando que devido ao carácter muito técnico do instituto “às vezes no mercado local não conseguimos encontrar professores com o perfil que nós desejamos porque grande parte dos bons técnicos está absorvida pela indústria”.

Para colmatar essa situação, o Instituto busca recém graduados que são depois submetidos a um trabalho de aperfeiçoamento.

“Fazemos a especialização e também temos uma força de trabalho que precisamos rejuvenescer e o que temos estado a fazer é desenvolver um plano de formação contínua nas áreas técnicas para os professores», concluiu Alegria Raul Joaquim.

O INP tem o apoio das universidades de Cape Town e de Towson, no estrangeiro, e da Universidade Agostinho Neto em Angola.

De recordar que para o presente ano, o Instituto Nacional de Petróleos vai cobrar 40 mil Kwanzas de propina, o equivalente a quatro mil dólares anual por cada aluno num universo de 620 alunos.

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