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Continua a troca de acusações entre a CASA-CE e o MPLA

  • Manuel José

Angola Abel Chivukuvuku CASA CE

Angola Abel Chivukuvuku CASA CE

O dirigente da CASA-CE fez uma analogia entre o que aconteceu aos activistas cívicos Cassule e Kamulingue e os assassinatos de 1975.

A CASA-CE denunciou a existência de uma cabala montada pelo MPLA para manchar e acabar com a coligação.

O secretário executivo nacional da CASA-CE Leonel Gomes afirmou que existe o MPLA continua a aliciar membros da coligação eleitoral.

"Hoje corrompem-se e compram-se consciências famintas para destruir o Estado democrático e de Direito construído pelos melhores filhos desta pátria", disse Gomes, acusando o partido no poder de reavivar práticas antigas do regime monopartidário.

"Os métodos da desgraça do Estado de partido único estão novamente em curso: na década de 1970 recrutaram assassinos de todo tipo, com brigadas da morte, e mataram os adversários políticos, destruíram um partido histórico, tratando os seus membros de canibais, em 1975 também assassinaram crianças inocentes para justificar a guerra
anunciada", denunciou.

O dirigente da CASA-CE fez uma analogia entre o que aconteceu aos activistas cívicos Cassule e Kamulingue e os assassinatos de 1975.

"Em 1975 os cidadãos que não se reviam na guerra fratricida ao abandonarem Luanda foram emboscados no Dondo, onde foram barbaramente assassinados e os corpos atirados aos jacarés, uma prática antiga, recentemente repetida com o envio dos corpos dos nossos irmãos Cassule e Kamulingue, na Barra do Dande", disse.

As acusações da CASA-CE foram extensivas à Televisão Publica Angolana e o Semanário Angolense.

O secretário provincial da CASA-CE em Cabinda, por seu lado, José Lello reiterou que
a governadora de Cabinda tentou alicia-lo com carro, dinheiro e residência para falar mal de Chivukuvuku.

"Mais uma vez confirmo que fui aliciado pela governadora de Cabinda Aldina da Lomba sob a condição de renunciar o seu cargo na CASA-CE e ficar em casa a espera que o regime me reenquadrasse nas suas estruturas como funcionário público", reiterou Lello.

Outro membro dado como dissidente da CASA-CE mas que desmente tal facto é Carlos Angelo Cacoba, secretário adjunto do partido no Kwanza Norte e que acusa o antigo companheiro António Francisco Hebo de ser o mentor do aliciamento.

De referir que o responsável do MPLA Norberto Garcia já havia dito a VOA que no seu partido não existe nem orientação nem orçamento para se fazer aliciamento de membros de outras forcas partidárias

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