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Republicanos convidam líder israelita para discursar no Congresso e esfria relações com Obama

  • Redacção VOA

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, anunciou a visita e acrescentou não ter consultado a Casa Branca. Obama não recebe Netanyahu.

A Casa Branca afirmou que o presidente Barack Obama não vai encontrar-se com o primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu, quando ele visitar Washington para discursar perante uma sessão conjunta do Congresso americano.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, anunciou a visita e acrescentou que não tinha consultado a Casa Branca.

Muitos analistas consideram esta atitude como mais uma demonstração por parte dos legisladores republicanos de que não estão contentes com a política externa do presidente Obama a respeito do programa nuclear iraniano.

O presidente Obama e Netanyahu têm opiniões contrárias sobre a melhor maneira de impedir o Irão de conseguir armas nucleares.

As conversações entre o Irão e seis países internacionais devem recomeçar em Fevereiro e muitos líderes do Congresso não escondem a sua impaciência.

O líder republicano da Câmara dos Representantes surpreendeu muitos observadores ao convidar o líder israelita a discursar no Congresso acerca das ameaças colocadas pelo programa nuclear iraniano e pelo radicalismo islâmico:“ Não consultei a Casa Branca. O Congresso pode tomar esta decisão por ele próprio. Trata-se de uma séria ameaça para o Mundo”, dise Bohener.

Um porta-voz da Casa Branca afirmou que o presidente Obama não se encontrará com Netanyahu devido à proximidade das eleições israelitas que se realizam em Março.

Por seu lado, o secretário de Estado americano John Kerry tentou minimizar aquilo que muitos consideram como uma afronta ao presidente: “ Nós acolhemos com agrado o primeiro-ministro de Israel sempre que ele queira vir discursar na América. Obviamente é pouco habitual sabermos desse convite através do gabinete do presidente da Câmara dos Representantes. Dito isso toda a gente sabe que a questão do Irão está presente em todas as mentes”, disse Kerry.

O Congresso actualmente dominado pelos republicanos quer aplicar mais sanções ao Irão, mas os democratas acham que no momento em que as conversações prosseguem essas sanções adicionais poderiam ser contraproducentes.

Entretanto, num artigo publicado hoje, 23, no jornal americano “The Washington Post” , os chefes das diplomacias da União Europeia, Alemanha, França e Grã-Bretanha afirmam que mais sanções contra o Irão poderiam pôr em causa os esforços internacionais num momento crítico e apelam a todas as partes a privilegiarem a diplomacia.

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