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Conflitos entre exército e Renamo obrigam fuga de populares em Chicaca

  • André Baptista
  • Redacção VOA

A VOA esteve no local.

Novos confrontos entre homens da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique provocaram a fuga de dezenas de populares da região de Chicaca, no norte de Moçambique.

Os confrontos registados a 25 quilómetros do local do incidente ocorrido na sexta-feira, 25, que deixou 24 mortos, levaram à paralisação de escolas, hospitais e transportes nesta sexta-feira.

Dezenas de populares saíram da região, levando o que podiam como tochas e animais.

No local, contaram à VOA que veículos militares entraram em Chicaca bem cedo e se instalaram perto da escola local, e, depois, ouviram-se tiros.

Uma coluna de seis jornalistas que queriam chegar ao lugar dos conflitos foi impedida pelas autoridades, supostamente porque havia uma unidade da Renamo mais à frente, junto ao rio Mussatua.

Há vozes que dizem que nas margens do rio está um acampamento da Renamo, onde se acredita esteja o líder da Renamo Afonso Dhlakama, que não é visto desde o dia 25 quando a sua caravana foi atacada na Estrada Nacional número 6.

Na manhã de hoje, em Maputo, o porta-voz da Renamo acusou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique de atacar a população na localidade de Mpindanhanga, distrito de Gondola, em Manica, por alegadamente estar a proteger o presidente daquele partido Afonso Dhlakama.

O porta-voz do partido António Muchanga revelou que as FDS “fazendo-se transportar em sete viaturas chegaram a Chitaka, localidade de Mpindanhanga, distrito de Gondola, onde atacaram as populações locais, acusando-as de proteger o presidente Afonso Dhlakama”.

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