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Comunidades camussequeles procuram integração

  • Armando Chicoca

Angola Namibe seca

Angola Namibe seca

No Namibe, vozes da sociedade civil sensibilizam a classe empresarial para prestar solidariedade a estas comunidades.

As comunidades camussequeles, também conhecidas por não-bantus, estiveram durante muitos anos longe de qualquer contacto com outras comunidades, preservando a sua cultura genuína.

As comunidades eram nómadas, alimentavam-se exclusivamente de carne de caça e de mel e só bebiam água de chuva retida nas represas das árvores.


Sakavitcha, um dos anciãos destas comunidades, no final do acto de entrega de bens diversos pelo empresário Bento Kangamba, na região sul de Angola, nomeadamente Cuvango, Ombo e foz do rio Cunene, disse que hoje estão mais comunicáveis com outras comunidades, quebrando-se deste modo o medo de as pessoas fugirem para outras comunidades que não são camussekeles.

“No passado nós alimentávamos de mel, carne de caça e só bebíamos água das represas das árvores, mas, hoje, tudo isso pertence ao passado, já temos filhos a estudar e a curto prazo auguramos ter nossos representantes no parlamento nacional” afirmou Sakavitcha.

O empresário Bento Kangamba rasgou as picadas, foi ao encontro destas comunidades e garantiu que apoios vão continuar para estas comunidades no sentido de que possam erguer-se das dificuldades de ordem natural que ainda enfrentam.

Bento Kangamba explicou que a sua paixão por estas comunidades minoritárias vem desde o tempo da tropa, altura em que compartilhou com alguns dos combatentes camussequeles na nesta região sul de Angola.

“Muitos diziam em balada, dizendo que ninguém conhece onde estão os camussequeles, hoje estamos aqui para nos solidarizarmos com eles, levando alguns apoios a estas comunidades. Fiquei satisfeito por ter-me inteirado que o Governo de cada uma das três províncias tem feito o suficiente para a inserção destas comunidades, já tem filhos a frequentar escolas, isto é bom”, disse.

No Namibe, vozes da sociedade civil sensibilizam a classe empresarial no sentido de prestar solidariedade a estas comunidades que necessita de apoio para a sua reafirmação na sociedade angolana.
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