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Comunidade internacional aponta o diálogo como saída para a crise moçambicana

  • Ramos Miguel

Afonso Dhlakama e Filipe Nyusi

Afonso Dhlakama e Filipe Nyusi

A comunidade internacional continua a manifestar a sua preocupação com a tensão político-militar em Moçambique e apela ao reatamento do diálogo entre o Governo e a Renamo.

O apelo acontece numa altura em que em alguns círculos de opinião se afirma que Afonso Dhlakama, com a pressão que exerce sobre a Frelimo, não quer tomar o poder pela força, mas marcar a agenda política.

Depois de concluído o prazo dado pela própria Renamo para a instalação dos seus governos nas províncias onde reclama vitória nas eleições de 2014, a representante das Nações Unidas em Moçambique, Márcia de Castro, veio a público afirmar que só o diálogo é que pode conduzir a uma solução política para o presente conflito.

Castro reconhece que o conflito político-militar constitui motivo de preocupação para todos os moçambicanos e afirmou ser necessário encontrar "espaço de diálogo e de busca de soluções conciliadas".

"As Nações Unidas não apoiam conflito e não consideram que através de actividades que promovam o conflito, é possível encontrar soluções duradoiras", destacou a representante-residente das Nações Unidas em Moçambique.

Preocupado com a tensão política está também o embaixador da União Europeia em Moçambique, Sven Burgsdorff, para quem, sem paz, este país rico em recursos naturais, não vai poder desenvolver-se.

Burgsdorff revelou estar disponível para ajudar os moçambicanos a ultrapassarem a presente situação, mas destacou também o diálogo como o único mecanismo para se alcançar esse objetivo.

Entretanto, ao nível dos sectores de análise política da Renamo, acredita-se que Afonso Dhlakama esteja ciente de que, por via militar, não irá governar, mas mantém as populações pressionantes sobre o Governo, que tem a obrigação constitucional de garantir a sua segurança.

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