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Princesas da Suazilândia e Lesoto são herdeiras directas ao trono – decidiu a Commonwealth


Os chefes de Estado e de governo que participam na Cimeira de Perth

Os chefes de Estado e de governo que participam na Cimeira de Perth

A Comunidade Britânica aprovou a alteração do sistema de sucessão na monarquia britânica e noutros países da organização

Cimeira termina domingo

Os líderes da Comunidade Britânica – Commonwealth - começaram hoje a sua cimeira de três dias aqui na cidade australiana de Perth, por entre apertadas medidas de segurança.

No final do primeiro dia da cimeira, foi anunciado o fim da descriminação das mulheres no sistema de sucessão ao trono nos países de monarquias.

O rei Maswati II, da Suazilândia, poderá ser sucedido por uma princesa

O rei Maswati II, da Suazilândia, poderá ser sucedido por uma princesa

É uma medida que vai afectar o vizinho reino montanhoso da Suazilândia e o Leostho, dois paises da SADC. Dezasseis dos 54 países da Commonwealth são monarquias, em que só filhos do sexo masculino das famílias reais podiam chegar ao trono.

A cimeira foi aberta pela rainha Isabel, da Inglaterra, considerada patrona da Commonwealth.

Disse a monarca, na oportunidade: “ A Commonwealth enfrenta novos e frescos desafios: insegurança e incerteza em finanças, insegurança alimentar, efeitos de mudanças climáticas, comércio e desenvolvimento. Mas a rainha acredita que esta cimeira é, per si, uma oportunidade para lidar com estes assuntos e encontrar respostas.

Apelou aos líderes a chegarem a acordo sobre novas reformas na Commonwealth que possam responder às aspirações de hoje e manter a organização fresca e pronta para o futuro.

Depois da cerimónia de abertura e de duas sessões executivas, os chefes de estado e de governo vão estar em retiro de acesso muito restrito e com segurança reforçada, a partir de amanhã.

Cerca de quatro mil agentes da polícia estão envolvidos em operações de segurança por terra, mar e ar.

O regimento das cimeiras da Commonwealth é diferente do de outras organizações internacionais, pelo que o presidente Armando Guebuza não vai fazer qualquer discurso na plenária da cimeira.

Mas, durante Sábado e Domingo, o presidente Guebuza e outros Chefes de Estado e de Governo de 54 países, representando cerca de dois biliões de pessoas de todos os continentes, vão discutir assuntos relacionados com a crise e crescimento económico, mudanças climáticas, relações internacionais e direitos humanos.

Os líderes vão analisar igualmente um extenso relatório de duzentas páginas preparado por um grupo de personalidades eminentes, que inclui a moçambicana Graça Machel, sobre as reformas na Commonwealth.

O documento refere que a organização está em perigo de se tornar irrelevante, a menos que seja mais visível, nos palcos mundiais e mais pro-activa em assuntos globais de relações internacionais.

Os líderes da Comunidade Britânica aprovaram, esta sexta-feira, a alteração do sistema de sucessão na monarquia britânica e noutros países da organização. É uma vitória das mulheres contra a descriminação sexual nas famílias de monarquias.

Mas, prevalecem outros assuntos polémicos na mesa. Os países mais industrializados da organização defendem a criação de uma figura de Comissário para Direitos Humanos na Commonwealth.

No entanto, os Estados membros menos desenvolvidos, incluindo Moçambique, opõem-se a esta intenção. Dizem que pode haver duplicação de trabalho, porque as Nações Unidas e União Africana e Europeia têm comissários para Direitos Humanos e que todos os países da Commonwealth são igualmente membros desta ou daquela organização.

Entretanto, activistas cívicos apelaram aos lideres da Comunidade para abandonarem a retórica, na questão de abuso à criança.

Segundo os activistas, cerca de dez milhões de raparigas, com menos de 18 anos de idade, são envolvidas em casamentos forçados por ano.

Pelo menos 12 em cada 20 países com elevadas taxas de casamentos forçados no Mundo são membros da Commonwealth, sendo que Moçambique faz parte da lista negra.

A rainha Isabel de Inglaterra disse aos líderes da organização para não se esquecerem de que esta é uma associação não apenas de governos, mas também de pessoas ou povos que devem ser respeitados.

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