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Comboio da Vale atacado em Moçambique

  • André Baptista

Dois feridos e milhões de meticais em perdas financeiras.

Um comboio da mineradora brasileira Vale foi atacado nesta segunda-feira, 25, em Becanta, distrito de Cheringoma, no centro de Moçambique, quase três semanas depois de ter retomado a circulação na sequência de duas emboscadas consecutivas no início de Junho.

Um maquinista e um segurança da locomotiva que evacuava carvão de Moatize para Beira sofreram um ferimento ligeiro, na sequência do ataque, atribuído a homens armados da Renamo.

Jose Domingos, administrador de Cheringoma, revelou que as duas pessoas tiveram apenas escoriações, mas considerou o ataque uma “sabotagem económica” com implicações graves na politica.

A Vale paralisou a circulação de comboios na linha de Sena a 8 de Junho, após dois ataques as locomotivas, e retomou a evacuação de carvão de Moatize para o porto da Beira a 27 de Junho.

Este novo ataque é entendido pelo director executivo da empresa estatal CFM como o colorário de novas perdas económicas, que administra a linha, Candido Jone, adiantando que há um trabalho a ser feito para garantir segurança no troço.

A empresa estatal Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), responsável pela linha de transporte e espaço de manuseamento de carvão mineral, terá perdido em duas semanas de paralisação, 68 comboios de cargas da vale Moçambique.

Como consequência, a empresa estatal terá perdido mais de 30 mil milhões de meticais durante asduas semanas da paralisação da via da empresa que é um dos grandes clientes dos CFM, ao longo da linha de Sena.

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